Sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 28 de agosto de 2026
O Brasil criou 58,5 mil empregos com carteira assinada em julho deste ano, informou nesta sexta-feira (28) o Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado representa uma queda de 56,3% em relação ao mesmo mês de 2025 e é o pior desempenho para julho desde 2020, quando teve início a atual série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
No acumulado do ano até julho, foram criados 972,2 mil empregos formais no país. O resultado representa uma redução de 21% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram abertas 1,22 milhão de vagas com carteira assinada. O número também é o menor registrado para os primeiros sete meses de um ano desde 2020.
A desaceleração ocorre após um período de forte geração de empregos formais no país. Em julho do ano passado, o mercado de trabalho havia registrado um saldo significativamente superior ao observado neste ano. A diferença entre os dois períodos mostra uma perda de ritmo na abertura de vagas com carteira assinada ao longo de 2026.
Os dados fazem parte do Caged, levantamento elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego a partir das informações sobre admissões e desligamentos de trabalhadores com carteira assinada. O indicador considera apenas os empregos formais e, portanto, não inclui trabalhadores informais, autônomos sem registro e outras modalidades de ocupação que não possuem vínculo formal.
Por essa razão, os números do Caged não são diretamente comparáveis aos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa do IBGE utiliza uma metodologia mais abrangente para medir o mercado de trabalho e considera tanto trabalhadores formais quanto informais.
Os dados mais recentes da Pnad Contínua, divulgados na quinta-feira (27), mostram que, apesar da desaceleração na criação de empregos formais, a taxa de desemprego permanece em níveis historicamente baixos. O índice ficou em 5,3% no trimestre móvel encerrado em julho, o menor resultado para o período desde o início da série histórica, em 2012.
A diferença entre os dois indicadores está relacionada às metodologias utilizadas. Enquanto o Caged contabiliza o saldo entre contratações e demissões de trabalhadores formais, a Pnad Contínua acompanha a situação de ocupação e desocupação da população em idade de trabalhar, incluindo trabalhadores com e sem carteira assinada.
O resultado de julho ocorre ainda em um cenário de menor ritmo de expansão do emprego formal ao longo de 2026. Nos sete primeiros meses do ano, o saldo de 972,2 mil vagas permanece positivo, mas está abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.
Em 2025, entre janeiro e julho, o mercado formal havia criado cerca de 1,22 milhão de postos de trabalho. A diferença de aproximadamente 250 mil vagas entre os dois períodos representa uma redução de cerca de um quinto no ritmo de geração de empregos formais.
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