Terça-feira, 05 de maio de 2026

Terça-feira, 05 de maio de 2026

Voltar Bolsa brasileira cai 0,58%, aos 196 mil pontos, mesmo com avanço diplomático no Oriente Médio

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, encerrou o pregão dessa quinta-feira (16) em baixa de 0,58%, aos 196.818 pontos. A sessão foi marcada por cautela dos investidores, mesmo diante de novos sinais diplomáticos envolvendo o conflito no Oriente Médio.

No cenário internacional, a Casa Branca demonstrou confiança na possibilidade de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã e indicou que novas reuniões presenciais entre representantes dos dois países devem acontecer no Paquistão nos próximos dias.

Já no início da tarde dessa quinta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que Israel e Líbano aceitaram um cessar-fogo de dez dias. As notícias contribuíram para melhorar o humor em Wall Street, onde os principais índices acionários operaram em terreno positivo ao longo da sessão.

Apesar do alívio externo, a Bolsa brasileira não acompanhou o movimento e terminou no vermelho. Entre os grandes bancos, apenas o Bradesco conseguiu fechar em alta, com avanço de 0,24%. Na ponta negativa, o Santander liderou as perdas do setor, recuando -0,73%, seguido pelo Banco do Brasil, com baixa de -0,49%, e pelo Itaú, que caiu -0,13%.

Entre os papéis de maior volume negociado no dia, a Petrobras se destacou com valorização de 3,60%, beneficiada pelo comportamento do petróleo no mercado internacional. Também figuraram entre as mais movimentadas Rumo, que recuou -2,18%, Ambev, com queda de -2,53%, e B3, que encerrou com baixa de -0,30%.

No campo das maiores valorizações da sessão, a liderança ficou com a Rossi Residencial, que disparou 10,62%. Na sequência apareceram Equatorial, com alta de 9,20%, e Azevedo e Travassos , que avançou 7,69%.

Nos Estados Unidos, os investidores levaram o S&P 500 e o Nasdaq a novos marcos relevantes. O índice de tecnologia encerrou acima dos 24 mil pontos e completou sua 11ª sessão consecutiva de ganhos, a mais longa sequência positiva desde novembro de 2021.

Mesmo com a perspectiva de um eventual acordo entre EUA e Irã, agentes financeiros ainda enxergam espaço para volatilidade nos próximos dias, especialmente pelos possíveis reflexos do conflito sobre inflação, atividade econômica e política monetária americana.

No câmbio, o dólar fechou praticamente estável, com leve alta de 0,02%, cotado a R$ 4,99. A moeda interrompeu uma sequência recente de seis quedas seguidas, mas permaneceu abaixo do patamar de R$ 5. (Com informações do portal da revista Veja)

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