Segunda-feira, 24 de agosto de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 24 de agosto de 2026
O Brasileirão 2026 reúne um número expressivo de nomes formados nas próprias categorias de base. Palmeiras e Botafogo concentram, juntos, oito dos vinte jovens mais promissores do campeonato no estudo do CIES Football Observatory, com quatro representantes cada.
Por trás desse fenômeno está uma combinação de investimento estrutural nos clubes e uso crescente de tecnologia na identificação de talentos, dois fatores que vêm mudando a forma como o futebol brasileiro revela seus próximos protagonistas. O resultado aparece tanto nos gramados nacionais quanto em rankings internacionais que já monitoram esses nomes desde a base.
Por que o Brasil continua revelando grandes talentos?
O CIES Football Observatory avaliou atletas sub-23 de 67 ligas em todo o mundo, cruzando tempo de jogo, nível dos confrontos e desempenho técnico. Levantamentos assim viraram referência para comparar jogadores de países e idades diferentes sob critérios uniformes.
Nos clubes brasileiros, o mesmo raciocínio chegou aos departamentos de scouting. Mapas de calor, histórico de lesões e minutos em campo passaram a preceder a decisão sobre em qual categoria de base concentrar recursos, reduzindo a margem de erro que antes dependia quase só da observação direta nos jogos.
A lógica é parecida com a que orienta quem acompanha o mercado de apostas esportivas. Assim como a comissão técnica consulta dados antes de definir prioridades de formação, o apostador compara as odds de diferentes casas de apostas esportivas para a mesma partida, geralmente reunidas na publicação de referência sobre o assunto, antes de decidir em quais mercados apostar.
Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro. +18.
Como os clubes brasileiros desenvolvem jovens promessas?
A base do Palmeiras já gera mais de R$ 300 milhões em receita anual ao clube, fatia sem a qual a arrecadação total cairia de cerca de R$ 1 bilhão para pouco mais de R$ 700 milhões.
Só em 2026, o clube recusou propostas que somam mais de R$ 508 milhões por quatro jovens da Academia. O Botafogo seguiu outro caminho: promoveu cinco jogadores da base ao elenco profissional no mesmo ano, mas sem abrir mão de usar a formação de atletas como fonte de receita no curto prazo quando a oportunidade aparece.
O Flamengo, sob direção de Alfredo Almeida, afirma nunca ter destinado tanto orçamento e infraestrutura às categorias de base quanto em 2026. Esse movimento, porém, não fica restrito ao eixo Rio-São Paulo.
O Grêmio ocupa a 33ª posição no ranking mundial de clubes formadores de base, sexta melhor colocação entre os brasileiros e a primeira fora de Rio de Janeiro e São Paulo.
Quais jovens jogadores estão chamando atenção em 2026?
Vitor Roque lidera o ranking dos 20 jovens mais promissores do Brasileirão publicado pelo CIES em abril de 2026. Aos 21 anos, o centroavante do Palmeiras tem contrato com o clube até dezembro de 2029.
Logo atrás aparece Robert Renan, zagueiro de 22 anos emprestado pelo Zenit ao Vasco da Gama até dezembro de 2026. O Botafogo, com quatro representantes na lista, tem em Álvaro Montoro, meia-atacante argentino de 19 anos e contrato até o fim de 2029, um dos nomes mais citados da nova geração alvinegra.
Enquanto o estudo do CIES mede desempenho ao longo do campeonato, outros critérios revelam nomes em ascensão. Breno Bidon, volante do Corinthians, foi eleito o homem do jogo na Supercopa do Brasil 2026 e ficou entre os 26 mais votados pelos torcedores brasileiros para a seleção brasileira ideal na Copa de 2030.
Por que jovens talentos atraem o mercado internacional, e qual é o futuro da nova geração?
Estêvão saiu do Palmeiras para o Chelsea em julho de 2025 e virou o exemplo mais recente desse fluxo. Clubes europeus acompanham brasileiros ainda nas categorias de base, atraídos por um mercado que combina custo inicial baixo e alto potencial de valorização em poucas temporadas.
Boa parte desse movimento nasce dos mesmos levantamentos que hoje orientam scouts e departamentos de análise pelo mundo. A lista NXGN 2026, que reúne os 50 maiores talentos nascidos a partir de 2007, colocou o atacante em segundo lugar geral, atrás apenas do espanhol Lamine Yamal, tricampeão do prêmio e atual campeão do mundo pela Espanha.
É a melhor colocação de um brasileiro no levantamento anual dos 50 maiores talentos do futebol mundial nas últimas temporadas. O futebol brasileiro sempre foi (e parece que será por muito tempo) um grande celeiro de craques do futebol mundial.
Após enviar seu primeiro comentário, você receberá um email de confirmação. Clique no link para verificar seu email - depois disso, todos os seus próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Você só precisa verificar uma vez a cada 30 dias.