Sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 16 de julho de 2026
Pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (15) mostra que 42% dos entrevistados tendem a concordar mais com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) no desentendimento com o enteado, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Outros 18% concordam mais com Flávio.
No levantamento, 42% dos entrevistados disseram concordar mais com Michelle Bolsonaro, enquanto 18% afirmaram concordar mais com Flávio Bolsonaro. Outros 3% responderam concordar, em parte, com ambos, ao passo que 22% disseram não concordar com nenhum dos dois. Já 15% não souberam responder ou preferiram não opinar.
Questionados sobre se já sabiam dos vídeos divulgados por Michelle, 49% responderam que sim. Outros 51% disseram ter tomado conhecimento naquele momento.
Sobre a decisão de tornar público o desentendimento, 45% avaliaram que Michelle acertou, enquanto 38% disseram que ela errou. Outros 17% não souberam ou não quiseram responder.
A pesquisa, encomendada pelo Banco Genial, ouviu presencialmente 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07181/2026.
Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, o episódio expõe uma fragilidade na campanha de Flávio entre eleitores alinhados à direita.
“Os vídeos divulgados parecem ter provocado algum dano dentro da base potencial de Flávio, já que 35% da direita e 20% do bolsonarismo acham que Michelle acertou ao divulgá-los. O desgaste eleitoral parece visível quando 53% dos eleitores de direita afirmam que a participação direta de Michelle na campanha aumentaria as chances de vitória de Flávio”, afirmou.
Caso
O atrito veio a público em 24 de junho, quando Michelle publicou vídeos nas redes sociais em que afirmou ter sido maltratada, desrespeitada e humilhada por Flávio durante uma conversa por telefone. A discussão envolveu divergências sobre alianças eleitorais do PL no Ceará.
Michelle disse que os dois não se falavam desde o fim de 2025 e que entendeu, após a conversa, que Flávio não queria seu apoio à pré-candidatura ou que considerava esse apoio insignificante.
Após a publicação, Flávio pediu desculpas e afirmou que não teve a intenção de ofendê-la. No dia seguinte, Michelle negou que houvesse “briga” ou “competição” e disse que os dois trabalhariam juntos nas eleições.
Em 30 de junho, a ex-primeira-dama deixou a presidência do PL Mulher. Segundo ela, a decisão foi tomada para que pudesse se dedicar aos cuidados com o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e com a filha.
Antes de Flávio ser escolhido como pré-candidato, Michelle era citada como um dos possíveis nomes da direita para disputar a Presidência. Ela também é pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal, mas ainda não confirmou se concorrerá ao cargo.
Apoio de Michelle
A pesquisa perguntou ainda se a participação direta de Michelle na campanha aumenta as chances de vitória de Flávio.
Os resultados mostram que 47% dos entrevistados acreditam que a participação de Michelle Bolsonaro não aumenta as chances de vitória de Flávio Bolsonaro, enquanto 38% avaliam que a presença da ex-primeira-dama fortalece a candidatura do senador. Outros 15% não souberam responder ou preferiram não opinar.
Para 34%, a motivação de Michelle para publicar os vídeos teria sido o desejo de se candidatar à Presidência no lugar de Flávio. Outros 16% afirmaram que ela buscava responder aos ataques e desrespeitos que teria sofrido. Já 25% apontaram a oposição a alianças políticas com as quais ela não concorda; 4%, todos os motivos citados; e 2%, outra motivação. Outros 19% não souberam ou não quiseram responder. (Com informações do portal de notícias g1)
Após enviar seu primeiro comentário, você receberá um email de confirmação. Clique no link para verificar seu email - depois disso, todos os seus próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Você só precisa verificar uma vez a cada 30 dias.