Sexta-feira, 24 de julho de 2026

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Voltar Ao defender investimentos em defesa, Lula afirma que há “loucos pelo mundo querendo fazer guerra”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (24) que o Brasil precisa ampliar os investimentos nas Forças Armadas e na defesa nacional. Segundo ele, o país deve estar preparado diante do cenário internacional, já que “há loucos pelo mundo querendo fazer guerra”. Sem citar países ou líderes, Lula destacou que o Brasil possui riquezas estratégicas, como terras raras, grandes áreas de floresta e extensas fronteiras, o que justificaria o fortalecimento do setor.

“A gente tem fronteira com todos os países da América do Sul, menos com o Chile e com o Equador. A gente tem a África na nossa frente e a gente tem os loucos pelo mundo querendo fazer guerra. E a gente não pode se esquecer que, embora a gente só goste de paz, a gente seja de paz, a gente não pode se esquecer que um belo dia o Paraguai resolveu invadir o Brasil, invadiu Corumbá, ao mesmo tempo invadiu o Uruguai, ao mesmo tempo invadiu a Argentina. E aquela guerra, que parecia que era nada, durou cinco anos”, afirmou.

As declarações foram feitas durante visita à Avibras Aeroespacial, em Jacareí (SP). A empresa desenvolve sistemas de defesa, como mísseis, foguetes e veículos espaciais, além de fornecer equipamentos para as Forças Armadas brasileiras e para outros países.

Lula afirmou que, em uma eventual guerra, os custos seriam elevados e, por isso, o país precisa estar preparado. “Quando tem uma confusão, ninguém fica perguntando se tem dinheiro ou não tem dinheiro. Ou você arruma ou você está ferrado”, disse.

Nos últimos meses, o presidente tem reiterado a necessidade de o Brasil estar preparado para enfrentar eventuais conflitos. O tema ganhou destaque em meio aos recentes atritos diplomáticos entre Brasil e Estados Unidos.

Durante o discurso, Lula voltou a citar o tamanho do território brasileiro, a riqueza em minerais críticos e terras raras, além da disponibilidade de água doce e da floresta amazônica, como fatores que reforçam a importância de investimentos na área de defesa.

“A gente conversa com algumas pessoas que dizem: ‘Vai ter que gastar dinheiro com as Forças Armadas, para quê? Não precisamos disso’. Eu sempre falo o seguinte: as Forças Armadas são que nem Deus. Você pode não acreditar, mas quando tiver a primeira dor de barriga, você vai dizer: ‘Ai, meu Deus’”, declarou.

O presidente também comentou a situação da Avibras, que permaneceu com as atividades paralisadas por mais de três anos, desde 2022, em razão de uma greve motivada pelo atraso no pagamento de salários. Em maio deste ano, a empresa retomou as operações após firmar um acordo para quitar cerca de R$ 230 milhões em dívidas trabalhistas.

Lula afirmou que ficou irritado com a demora para solucionar o impasse.

“Como é que se demora tanto para resolver um problema que as Forças Armadas queriam, que o presidente queria, que o ministro da Defesa queria, que o vice-presidente queria, que o BNDES queria, que o ministério queria e não acontecia? Muitas vezes eu fiquei muito puto da vida. Tem sempre uma coisinha para atrapalhar”, disse.

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