Domingo, 30 de agosto de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 6 de julho de 2026
Os advogados da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, encaminharam ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça um pedido para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste pelo arquivamento das investigações contra ela. Eles alegam ausência de “elementos concretos que apontem para a prática de qualquer irregularidade”.
Roberta esteve no centro de apuração da Polícia Federal (PF) que mirou o vínculo entre o lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em dezembro passado, a empresária foi alvo de buscas em fase da Operação Sem Desconto, que apura desvios em aposentadorias do INSS.
Na petição, a defesa de Roberta afirma que ela já esclareceu “a regularidade de sua atuação profissional e dos serviços prestados à empresa de Antônio Carlos Camilo Antunes, consistentes em estudos relativos à regulação do canabidiol no Brasil, pela qual recebeu remuneração regular, devidamente formalizada mediante a emissão das correspondentes notas fiscais.”
Os advogados da empresária dizem também que a relação dela com Lulinha é “estritamente pessoal e não guarda qualquer relação com os fatos investigados”. Afirma ainda que a defesa não teve acesso à integra do material analisado pela PF e que têm ocorrido “vazamentos seletivos” à mídia.
“Some-se a isso o fato de a investigação em relação à peticionária [Luchsinger] já ter esgotado seu objeto e o que se observa é a abertura sucessiva de novas linhas investigatórias que, à míngua de qualquer lastro probatório, avançam sobre a vida pessoal de Roberta e suas relações privadas configurando pescaria probatória”, diz a petição.
A empresária é representada pelos advogados Bruno Salles e Marco Antonio Chies Martins.
No documento, eles afirmam ainda que não se pode ignorar uma possível motivação política para a investigação por explorar a amizade de Roberta com Lulinha, que é filho do presidente Lula, candidato à reeleição.
“A peticionária não pode, contudo, ser arrastada para essa odiosa campanha difamatória apenas por sua amizade pública com o filho do presidente da República. Sua trajetória vem sendo rasgada e sua própria personalidade vem sendo deformada como mera ‘amiga’ de alguém. Alguém cujo impacto político poderá ser determinante para o processo eleitoral”, afirmará outro trecho do documento.
Na apuração sobre o esquema, a PF afirmou ter encontrado pagamentos de uma empresa ligada a Careca para uma companhia de Roberta, totalizando R$ 1,5 milhão.
Em mensagem apreendida pela polícia, o Careca do INSS pede a um operador que transfira R$ 300 mil a uma empresa em nome de Roberta. Ao ser questionado sobre o destinatário do dinheiro, ele responde que seria “o filho do rapaz”. A PF passou a investigar se a expressão se referia a Fábio Luís e se o filho do presidente seria um “sócio oculto” do lobista, o que os acusados negam.
Os recursos transferidos à empresária, ainda segundo a PF, tinham como justificativa serviços que não foram realizados. A defesa afirma que o trabalho foi comprovado. (Com informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo)
Após enviar seu primeiro comentário, você receberá um email de confirmação. Clique no link para verificar seu email - depois disso, todos os seus próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Você só precisa verificar uma vez a cada 30 dias.