Sábado, 25 de julho de 2026

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Voltar Alexandre de Moraes afirma que Eduardo Bolsonaro tenta interferir em ação penal da trama golpista

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) “permanece praticando condutas com o objetivo de interferir e embaraçar” o andamento da ação penal da trama golpista, que tem o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como um dos réus.

Moraes mandou incluir no inquérito no qual Eduardo é investigado uma publicação sua na rede social X (antigo Twitter), do dia 29 de junho e pediu uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O parlamentar publicou um vídeo do discurso do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) em uma manifestação organizada por Bolsonaro em São Paulo.

“Verifica-se que o investigado EDUARDO NANTES BOLSONARO permanece praticando condutas com o objetivo de interferir e embaraçar o regular andamento da AP 2.668/DF, que já se encontra em fase de apresentação de alegações finais pelas partes”, escreveu o ministro.

Na terça-feira (8), Moraes prorrogou por dois meses o inquérito no qual Eduardo é investigado por sua atuação nos Estados Unidos, onde está morando. De acordo com o ministro, a medida é necessária devido a “diligências ainda pendentes”. A prorrogação foi solicitada na semana passada pela Polícia Federal (PF).

“Considerando a necessidade de prosseguimento das investigações, com a realização de diligências ainda pendentes, (…) prorrogo a presente investigação por mais 60 (sessenta) dias”, escreveu Moraes.

A investigação foi aberta em maio, atendendo a um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Eduardo Bolsonaro é suspeito de ter cometido os crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Em março deste ano, Eduardo Bolsonaro pediu licença de 122 dias do mandato parlamentar e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política.

Na segunda-feira (7), o presidente do Estados Unidos, Donald Trump, defendeu Jair Bolsonaro nas redes sociais e criticou o julgamento do ex-presidente pelo Supremo.

“Estarei assistindo muito de perto à caça às bruxas de Jair Bolsonaro, sua família e milhares de seus apoiadores”, disse Trump, que também pediu para deixar Bolsonaro “em paz”.

Após a publicação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o Brasil é um país soberano e que não vai aceitar interferências externas. (Com informações do jornal O Globo e da Agência Brasil)

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