Terça-feira, 13 de outubro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 10 de setembro de 2026
O advogado-geral da União, Jorge Messias, assumiu a defesa do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no Supremo Tribunal Federal (STF). O chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) mobilizou a equipe técnica do órgão para elaborar as explicações requeridas pelo Supremo sobre a produção de um relatório de inteligência sobre o ministro relator do caso Master, André Mendonça.
O documento apócrifo, sem cabeçalho oficial da PF e com o alerta de que não tinha valor probatório, foi usado por Alexandre de Moraes para acusar Mendonça de abuso de autoridade.
Em reação ao episódio, Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei e do diretor de inteligência da PF, Leandro Almada. O afastamento foi revogado e o presidente do STF, Edson Fachin, deu prazo de 48 horas para Andrei se explicar.
A princípio, Andrei recorreu ao STF com um advogado particular para derrubar a sua suspensão do cargo.
A opção inicial de Rodrigues gerou forte ruído nos bastidores de Brasília. Interlocutores no governo e no próprio STF interpretaram o gesto como um sinal de desconfiança em relação a Jorge Messias, que também foi alvo do documento.
O texto sugere a existência de uma “matriz religiosa comum” entre o ministro do STF e o AGU, usando a premissa para levantar inferências sobre a atuação institucional de ambos e autorizar um “monitoramento e coleta dirigida”.
Mendonça classificou a prática como “arapongagem institucional” e apontou que os alvos foram submetidos a monitoramento ilícito por mais de um mês.
Apesar de figurar entre os citados, Messias nega a interlocutores que haja desconforto com a missão de defender Andrei. Em conversas reservadas, ressalta que a representação da AGU é um dever estritamente técnico e institucional de proteção aos atos dos dirigentes da administração federal.
O ponto central a ser esclarecido ao Supremo reside no grau de envolvimento de Andrei Rodrigues na confecção do material. O documento utilizado por Moraes. Cabe agora à defesa estruturada pela AGU detalhar a origem da demanda, os critérios técnicos adotados pela Polícia Federal e os limites da atuação da diretoria na elaboração do relatório. Com informações do portal Estadão.
Após enviar seu primeiro comentário, você receberá um email de confirmação. Clique no link para verificar seu email - depois disso, todos os seus próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Você só precisa verificar uma vez a cada 30 dias.