Segunda-feira, 23 de maio de 2022

Segunda-feira, 23 de maio de 2022

Voltar Zelensky alerta que Rússia pode usar armas químicas e pede mais sanções

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a Rússia pode usar armas químicas na Ucrânia e pediu ao Ocidente que imponha fortes sanções a Moscou, que impediriam até mesmo conversas sobre o uso dessas armas.

Houve relatos não confirmados, na segunda-feira (11), sugerindo que armas químicas foram usadas na cidade portuária ucraniana sitiada de Mariupol.

“Tratamos isso com a maior seriedade”, disse Zelensky. Ele não confirmou que armas químicas já foram usadas. “Gostaria de lembrar aos líderes mundiais que o possível uso de armas químicas pelos militares russos já foi discutido. E já naquela época significava que era necessário reagir à agressão russa de forma muito mais dura e rápida.”

Petro Andryushchenko, assessor do prefeito de Mariupol, escreveu no Telegram que relatos sobre um ataque químico não foram confirmados e que espera fornecer detalhes e esclarecimentos posteriormente.

A invasão russa, que matou milhares e deslocou milhões, passou das entradas de Kiev para o Leste da Ucrânia, com enorme ofensiva prevista para lá. A União Europeia disse que mais sanções à Rússia são uma opção.

“É hora de fazer esse pacote de forma que não ouçamos sequer palavras sobre armas de destruição em massa no lado russo”, afirmou Zelensky. “Um embargo de petróleo contra a Rússia é uma obrigação. Qualquer novo pacote de sanções contra o país que não afete o petróleo será recebido em Moscou com um sorriso.”

Estupros

Zelensky disse nesta terça em um discurso ao Parlamento da Lituânia que “centenas de casos de estupros foram registrados” desde o início da guerra com a Rússia, em 24 de fevereiro. Segundo o presidente ucraniano, entre as vítimas estão meninas adolescentes e crianças pequenas, além de um bebê. De acordo com o jornal inglês “Mirror”, um soldado russo foi preso por estuprar um bebê.

“Centenas de casos de estupro foram registrados, incluindo meninas menores de idade, crianças muito pequenas… E até um bebê! É assustador falar sobre isso agora. Mas é verdade, aconteceu”, afirmou o líder.

Zelensky também reafirmou que a Ucrânia investiga possíveis crimes de guerra cometidos pela Rússia. “Quase todos os dias novas valas comuns são encontradas. As provas estão sendo coletadas. [São] Milhares e milhares de vítimas. Centenas de casos de tortura brutal. Cadáveres humanos ainda são encontrados em bueiros e porões. Corpos amarrados e mutilados. Há aldeias bastante grandes que ficaram quase sem habitantes. Centenas de crianças são órfãs. Ou seja, pelo menos centenas de crianças, porque ainda não sabemos o número exato de vítimas”, disse.

O presidente ucraniano ainda voltou a criticar a Rússia por chamar a guerra de “operação especial”. “Eu me pergunto como o Ministro da Defesa da Federação Russa e outros autores desta ‘operação especial’ avaliam seus resultados agora? Depois de tais crimes”, afirmou.

Em discurso no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), a diretora-executiva da ONU Mulheres, Sima Bahous, disse que as acusações de estupro e abuso sexual na Ucrânia devem ser investigadas. “Uma combinação de deslocamento em massa com uma grande presença de recrutas e mercenários e a brutalidade exibida contra civis ucranianos levantou todas as bandeiras vermelhas”, disse Bahous.

“O risco de tráfico humano está aumentando à medida que a situação se torna mais desesperadora. Mulheres jovens e adolescentes desacompanhados correm um risco particular”, acrescentou.

Os comentários foram feitos após uma visita dela à Moldávia, que Bahous disse ter recebido cerca de 95 mil refugiados ucranianos, enquanto “milhares mais” transitaram pelo país. Ela observou que os que chegavam eram em grande parte mulheres, crianças e idosos.

Bahous também pediu mais recursos para as forças policiais na fronteira entre a Moldávia e a Ucrânia “para que possam garantir o apoio às vítimas de violência e tráfico de gênero”. “A resposta sensível ao gênero e centrada no sobrevivente deve estar no centro de toda ação humanitária”, disse.

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