Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Voltar Xangai anuncia novas políticas de estímulo na economia para aliviar efeitos da covid

A cidade chinesa de Xangai ofereceu algumas isenções fiscais para empresas e permitiu que todos os fabricantes retomassem as operações a partir de junho.

As medidas fazem parte de um esforço das autoridades chinesas para revitalizar uma economia impactada pelos lockdowns contra a covid. Neste domingo (29), também foram anunciadas medidas de flexibilização dos bloqueios.

O centro financeiro acelerará as aprovações de projetos imobiliários e fornecerá novos empreendimentos residenciais, de acordo com um plano emitido pelo governo municipal de Xangai.

A quota de propriedade de automóveis este ano será aumentada em 40 mil, um imposto de compra para alguns veículos de passageiros será reduzido e subsídios serão concedidos aos compradores de carros elétricos.

As iniciativas fizeram parte de 50 medidas em oito categorias destinadas a estabilizar a economia da cidade depois que o atual surto de covid prejudicou o desenvolvimento econômico e social.

As empresas em Xangai não precisarão mais estar em uma “lista branca” para retomar a produção a partir de 1º de junho, disse o vice-prefeito Wu Qing em um briefing no domingo.

Entre outras medidas de incentivo estão a redução de aluguéis para mais empresas, o estímulo para que companhias de comércio e plataformas de e-commerce emitam cupons para impulsionar o consumo e o apoio a projetos de infraestrutura nos setores ferroviário, aeroportuário, portos e energia.

O governo local também ajudará empresas estrangeiras a retomarem suas operações e estimulará que multinacionais estabeleçam sedes regionais e centros de pesquisa em Xangai

As medidas restritivas para conter o avanço do vírus começaram a ter seus primeiros reflexos na economia. A produção industrial e os gastos do consumidor caíram para os piores níveis em abril desde o início da pandemia no início de 2020.

Diante desse cenário, intensificaram-se as preocupações de que a China não cumpra a sua meta de crescimento no ano.

Nas últimas semanas, Pequim já havia anunciado algumas medidas para reanimar a economia, como o corte de juros em taxas que servem como referência ao mercado imobiliário.

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