Quarta-feira, 24 de julho de 2024

Quarta-feira, 24 de julho de 2024

Voltar Vice-presidente do PT chama o deputado federal Nikolas Ferreira de “viadinho”

O deputado Washington Quaquá (PT-RJ) agrediu o deputado Messias Donato (Republicanos-ES) durante a sessão de promulgação da reforma tributária, que teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Donato afirmou que registrará boletim de ocorrência sobre o incidente. A assessoria de um dos parlamentares gravou vídeo com a cena.

Quaquá foi tirar satisfação de deputados apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que cantavam “Lula/ladrão/ seu lugar é na prisão” para o chefe do Executivo.

Com o celular em mãos, disse que faria uma representação contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), e o chamou de “viadinho”. Em seguida, foi repelido por Donato, que o pegou no seu braço. Quaquá então esbofeteou Donato na cara.

A confusão então se alastrou. “Agressão aqui, pô. Que isso, você deu um tapa na cara”, disse Nikolas. Quaquá se retirou da confusão naquele momento.

“O deputado proferia ofensas contra o presidente da República quando liguei a câmera do celular com a intenção de produzir prova para um processo. Fui então empurrado, e tive o braço segurado para evitar a filmagem. Nunca utilizo a violência como método, mas não tolero agressões verbais ou físicas da ultra direita, e sempre reagirei para me defender. Bateu, levou”, afirmou Quaquá, que é vice-presidente nacional do PT.

Uma gravação feita pela deputada Silvia Waiãpi (PL-AP) mostra que parlamentares de oposição gritavam “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão” quando Quaquá, visivelmente irritado, se aproximou do grupo com o celular na mão e disse que iria representar contra eles na Comissão de Ética.

Quaquá é um dos vice-presidentes do PT, e, diferente do acontecimento de hoje, tinha mais proximidade com bolsonaristas. No começo do ano, por exemplo, publicou uma foto ao lado de Eduardo Pazuello (PL-RJ), hoje deputado federal, que foi ministro da Saúde no governo Bolsonaro durante a pandemia.

Depois de ser questionado se “genocida podia” — referência aos ataques contra o ex-presidente Jair Bolsonaro — o petista se dirigiu a um deles com um xingamento homofóbico: “tu é viadinho”.

Donato então tocou no braço do petista pedindo que ele saísse dali e levou um forte tapa na cara. Revoltados, parlamentares da oposição alertaram o presidente da Câmara, Arthur Lira, sobre a agressão.

A ida de Lula ao Congresso Nacional novamente rendeu cenas do que aconteceu no primeiro dia de atividade do Legislativo federal neste ano. De um lado, apoiadores do petista puxaram “olê, olê, olê, olá; Lula, Lula”; do outro, a oposição respondeu com “Lula ladrão, seu lugar é na prisão”. As cenas se repetiram nessa quarta-feira (20).

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