Quarta-feira, 24 de julho de 2024

Quarta-feira, 24 de julho de 2024

Voltar Venezuela mobiliza tropas na fronteira com Guiana após Reino Unido anunciar envio de navio militar

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou nesta quinta-feira (28) que tropas estarão dispostas na fronteira com a Guiana, país vizinho com quem trava disputa diplomática por conta do território de Essequibo.

Em um anúncio transmitido pela TV venezuelana, Maduro deu ordem para “a ativação da ação defensiva das Formas Armadas bolivarianas”. Ele não deu mais informações. Na mesma transmissão, um militar afirmou que 5.600 homens estão prontos para a operação.

A mobilização das tropas ocorrerá, segundo Maduro, em resposta ao anúncio do Reino Unido de que enviará um navio militar à costa da Guiana. Em nota, a presidência venezuelana chamou o movimento britânico de provocação.

“O chefe de Estado, Nicolás Maduro, ordena a ativação imediata da Ação Conjunta ‘General Domingo Antonio Sifontes’ (como Maduro chamou a operação), que envolve as Forças Armadas Bolivarianas, sobre o Caribe oriental e a Fachada Atlântica (que correspondem às costas norte e nordeste da Venezuela, ao lado da fronteira com a Guiana), como resposta à provocação do Reino Unido contra a Venezuela”, diz o comunicado.

O Ministério da Defesa britânico anunciou na última semana que enviará o navio de patrulha da Marinha Real HMS Trent para proteger a Guiana, que faz parte da Commonwealth – a comunidade de nações ex-colônias britânicas.

A embarcação, segundo Londres, já estava no Caribe para atuar no combate ao tráfico de drogas, mas será desviada para a costa guianesa.

Os Estados Unidos, que têm parceria militar com a Guiana desde o ano passado, com foco na crise de Essequibo, anunciaram sobrevoos militares à região, o que Maduro também chamou de provocação. Os EUA estudam ainda a criação de uma base militar em Essequibo.

Em novembro, a Venezuela realizou um referendo sobre a anexação de Essequibo, região que corresponde à 70% do território guianês mas que a Venezuela alega ser sua historicamente.

A consulta pública, à qual apenas metade dos eleitores compareceu, aprovou a anexação, e, na sequência, Maduro apresentou novos mapas oficiais já com a região contemplada como de seu país.

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