Sexta-feira, 20 de março de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 12 de fevereiro de 2026
Quem tem viagem marcada ou precisa comprar um produto no exterior fica sempre em dúvida sobre qual deve ser a tendência do dólar e se vale a pena esperar para ver se há nova desvalorização. Analistas avaliam que o melhor é ir comprando aos poucos, para evitar deixar para depois e acabar tendo que comprar a moeda em momentos de estresse do mercado financeiro.
“Para quem vai viajar em breve, faz sentido começar a formar uma reserva. Como o dólar tem uma variável muito volátil, que depende de fatores que movimentam a taxa de câmbio, é difícil prever para onde ele vai no curto prazo. Justamente por isso a estratégia é você comprar aos poucos, como essas quedas recentes, com estratégia de formar preço-médio”, diz Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.
O preço médio ao que a estrategista se refere é uma tática de comprar aos poucos, seja em dia de alta ou baixa, a fim de realizar um valor médio para o dólar que não seja nem tão baixo como o atual, nem tão alto como em dia de estresse.
Fernando Cesário, diretor de banking da Avenue, faz coro, e sugere as compras aos poucos a fim de evitar a volatilidade.
“Se o dólar já está em um patamar que faz sentido dentro do seu orçamento de viagem, a estratégia mais prudente é começar a comprar aos poucos, diluindo o risco de volatilidade. O ideal é transformar a compra de moeda em rotina, não em evento único. O mais importante é começar cedo e manter disciplina de aportes”, opina.
Reportagem do jornal O Globo listou as vantagens e desvantagens dos meios para quem pensa em viajar para o exterior:
Conta global
Mais conhecidas pelos cartões Wise e Nomad, a modalidade é oferecida também por diferentes bancos e corretoras. Na prática, ela é uma conta corrente aberta no exterior. O cadastro pode ser feito de forma simples, pelo celular, na maioria das vezes sem taxa de manutenção.
A compra de dólares (ou euros, libras, pesos, etc., já que muitos desses cartões oferecem opção de conversão para diferentes divisas) é feita através de Pix, e o cliente pode acompanhar seu saldo pelo celular. Os pagamentos podem ser feitos por cartão físico ou virtual.
As contas globais contam ainda com uma vantagem tributária. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para as contas de investimento globais é de só 1,1% – mesma taxa cobrada de quem compra dólar em espécie.
E a cotação do câmbio, que normalmente é a comercial, é outro diferencial. Na compra de dólar em espécie ou cartões pré-pagos, a cotação é do câmbio turismo.
Nessas contas, há ainda a disponibilidade de comprar aos poucos, se aproveitando de um valor médio, e deixar o dinheiro render através de aplicações conservadoras. Na Wise, por exemplo, o produto Rende+ permite o depósito render até o dia em que o cliente desejar usar o saldo.
Dólar em espécie
A compra de dólares, euros ou outras divisas em cédulas tem uma cobrança menor de IOF, de 1,1%, mas as cotações nem sempre são vantajosas. Na maioria das casas de câmbio, a cotação cobrada é a turismo, que possui um acréscimo no valor por conta dos custos envolvendo a logística com o dinheiro em espécie.
Especialistas recomendam levar apenas uma pequena quantia para compras imediatas ao chegar no país de origem ou para eventuais emergências. O limite para embarques definido pela Receita Federal é de US$ 10 mil. A partir disso, é necessário declarar.
Cartão pré-pago
Nos cartões pré-pagos, conhecidos como “travel money”, o pagamento é realizado na hora da compra da divisa, com a cotação do momento. O IOF é, assim como o do cartão de crédito, de 3,5%. Caso o cliente não gaste tudo que depositou em moeda estrangeira nesses cartões, há a opção de resgatar sobras, mas geralmente com taxas.
Cartão de crédito
A modalidade mais prática, bastando liberar as compras internacionais com o banco, pode ser também a mais custosa. Isso porque uma das principais cobranças, o IOF, é de 3,5%.
O valor cobrado pelo dólar nessa modalidade tem como base a “PTAX”, cotação definida pelo Banco Central. Mas a instituição financeira do cartão usado pode cobrar um ágio sobre o preço dado pela autoridade monetária. Por isso, o turista deve estar atento se será cobrada a cotação do dólar no dia da compra ou na data do fechamento da fatura.
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