Domingo, 23 de junho de 2024

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Voltar Uso do Pix derruba circulação de dinheiro falso no Brasil

Mais transações financeiras feitas com cartão ou PIX e menos volume em dinheiro: esse é um pouco o retrato do Brasil atual. O uso do Pix como meio de pagamento, além de tornar as operações mais práticas, acabou ajudando a diminuir a circulação de dinheiro falsificado no Brasil. É o que aponta um levantamento do Banco Central (BC).

“A maturação do Pix, a conveniência no seu uso e o desenvolvimento de soluções de integração pelo mercado estão permitindo maior diversificação nos casos de uso, aumentando sua importância no bom funcionamento da economia nacional”, complementa o Banco Central.

Segundo o BC, as movimentações financeiras com Pix no País aumentaram mais de 50% de 2022 para 2023 e representam 36% dos pagamentos. Só 3% deles são feitos com saques em dinheiro.

Notas falsificadas

Além das facilidades, isso têm ajudado também a reduzir o número de notas falsas circulando no mercado. De acordo com o BC, num período de seis anos, o número de notas falsas recolhidas pelo banco caiu de 677 mil para 250 mil. É menos da metade. As cédulas mais falsificadas são as de R$ 100, depois vem as de R$ 200, R$ 50 e R$ 20.

Isso é evidenciado pelo relato do pipoqueiro Paulo Gomes de Barros, que prefere receber pagamentos pelo Pix para evitar prejuízos com notas falsas. “O dinheiro parecia um papelzinho mole, perdi os R$ 20. Agora, fico olhando toda hora. Pode ser cartão, pode ser Pix, melhor que o dinheiro”, relata.

A Polícia Federal diz que uma mudança na linha de investigação também ajudou a reduzir a produção de notas falsas. “Começamos a trabalhar muito mais no sentido de identificar para onde que vão os pagamentos para comprar essas cédulas e para também identificar os laboratórios que fabricam. Assim, a gente conseguiu fazer muito mais prisões dos fabricantes”, explica Sérgio Mori, delegado de repressão à falsificação de moedas da PF.

Sucesso do Pix

Lançado pelo Banco Central em novembro de 2020, o País tem atualmente 650,7 milhões de chaves Pix. São 153 milhões de usuários cadastrados, sendo 92% pessoas físicas. De cada 100 transações, 60 são feitas por pessoas de 20 a 39 anos.

Segundo o Banco Central, o Pix soma até o primeiro trimestre de 2023 um total de 8,1 bilhões de operações realizadas, liderando entre os meios de pagamentos. Entretanto, as outras opções não registraram quedas significativas, mas sim uma estabilidade. Algumas, como os cartões de crédito e débito, um saldo de crescimento positivo em três anos. Outras, como os saques e as transferências interbancárias, caíram, mas não de forma significativa.

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