Quinta-feira, 26 de maio de 2022

Quinta-feira, 26 de maio de 2022

Voltar Um bilhão de pessoas viverão com obesidade no mundo em 2030

A obesidade deve atingir quase 30% da população adulta do Brasil em 2030. É o que estima o Atlas Mundial da Obesidade 2022, publicado pela Federação Mundial de Obesidade (World Obesity Federation), uma organização voltada para redução, prevenção e tratamento da obesidade.

O Brasil está entre os países com maiores índices de obesidade no mundo. Segundo a federação, estamos entre os 11 países onde vivem a metade das mulheres com obesidade e entre os nove que abrigam metade dos homens com obesidade.

Veja a projeção para o Brasil em 2030 por sexo e idade: 33,2% das mulheres viverão com obesidade; 25,8% dos homens viverão com obesidade; 22,7% das crianças entre 5 e 9 anos viverão com obesidade; 15,7% das crianças e adolescentes entre 10 e 19 anos viverão com obesidade.

1 bilhão de pessoas com obesidade

O levantamento também prevê que um bilhão de pessoas em todo o mundo viverão com obesidade em 2030 (17,5% de toda a população adulta). Segundo o atlas, uma a cada cinco mulheres e um a cada sete homens estarão obesos daqui a oito anos.

A federação alerta que os países não apenas não alcançarão a meta da OMS para 2025 de interromper o aumento da obesidade nos níveis de 2010, mas que “o número de pessoas com obesidade está prestes a dobrar em todo o mundo”.

“Os líderes políticos e de saúde pública precisam reconhecer a gravidade do desafio da obesidade e agir. Os números em nosso relatório são chocantes, mas o que é ainda mais chocante é o quão inadequada nossa resposta tem sido. Todos têm um direito básico à prevenção, tratamento e acesso à gestão que funcione para eles. Agora é a hora de uma ação conjunta, decisiva e centrada nas pessoas para mudar a maré da obesidade”, disse Johanna Ralston, CEO da Federação Mundial de Obesidade.

Tratamento e prevenção

A obesidade, assim como outras doenças, tem modos diferentes de realizar o tratamento e a prevenção, mas isso ainda gera certa confusão.

Ricardo Cohen, coordenador do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explica que uma das principais interfaces para prevenção da obesidade é identificar os fatores genéticos que estão associados com ela, algo ainda sendo investigado pela medicina atual. Observando esses aspectos, seria possível já direcionar um estilo de vida específico para alguém que tem tendência a ser obeso a fim de evitar que isso venha a acontecer.

“Prevenção da obesidade e tratamento são coisas totalmente diferentes. Atividade física e orientação dietética são fundamentais para prevenção da obesidade, mas não para tratamento. O tratamento tem sempre esse binômio, faça mais atividade física e coma melhor, junto com uma intervenção medicamentosa ou cirúrgica”, afirma.

No entanto, o médico afirma que ainda há um problema em identificar a necessidade de realizar esses mecanismos de tratamento – seja com remédio ou com cirurgia bariátrica – porque, às vezes, não se encara a gravidade da doença.

“A obesidade tem que ser levada a sério. A Covid é um exemplo: mortalidade, uso de respiradores e internação na UTI estão associados diretamente com a obesidade. Não adianta somente políticas de educação. Necessitamos de tratamentos eficazes e possibilitar esse acesso a população”, conclui.

 

 

Voltar

Compartilhe esta notícia:

Dona do Facebook deve ressarcir cliente que comprou celular de perfil hackeado
Dez famosos que defendem e usam cannabis para fins medicinais
Deixe seu comentário

No Ar: Caiçara Confidencial