Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

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Voltar Ucrânia diz que 90 crianças foram mortas na guerra

Noventa crianças foram mortas e mais de 100 ficaram feridas na Ucrânia desde que a Rússia invadiu o país em 24 de fevereiro, disse a Procuradoria-Geral ucraniana nesta segunda-feira (14).

“O maior número de vítimas está nas regiões de Kiev, Kharkiv, Donetsk, Chernihiv, Sumy, Kherson, Mykolayiv e Zhytomyr”, disse o órgão em comunicado.

A Rússia nega visar civis no que chama de “operação especial” para desmilitarizar e “desnazificar” a Ucrânia.

Sanções

A União Europeia (UE) adotou nesta segunda novas sanções contra a Rússia por sua invasão da Ucrânia, que, segundo diplomatas, incluem o magnata Roman Abramovich na lista de cidadãos russos afetados pelas restrições.

A presidência rotativa do Conselho Europeu tuitou que os representantes dos países do bloco chegaram a um acordo em Bruxelas de um quarto pacote de sanções a pessoas e empresas “envolvidas no ataque à Ucrânia”.

A lista de pessoas a receberem as sanções deve ser publicada “rapidamente” no Jornal Oficial da UE, para que possa entrar formalmente em vigor.

Três diplomatas, no entanto, disseram à agência France Presse que Abramovich, dono do clube de futebol inglês Chelsea, foi adicionado à lista. Os bens do magnata russo fora do território da UE – incluindo iates e mansões de luxo – podem ser confiscados.

O Reino Unido e o Canadá já incluíram Abramovich em suas próprias listas de cidadãos russos penalizados. O anúncio do Reino Unido de impor sanções a Abramovich impediu uma tentativa do magnata de vender o clube de futebol.

Segundo um dos diplomatas consultados pela agência de notícias France Presse, a razão declarada para colocar Abramovich na lista é que ele é um “oligarca russo que tem laços estreitos e de longa data com (o presidente) Vladimir Putin”, a quem tem “acesso privilegiado”. Além disso, considera-se que ele fornece “uma fonte substancial de receita” ao governo russo.

Manifestante

Uma manifestante antiguerra interrompeu o principal programa de notícias da TV estatal russa Channel One nesta segunda segurando uma placa atrás da apresentadora do estúdio com slogans denunciando a guerra na Ucrânia. A placa, em inglês e russo, dizia: “SEM GUERRA. Pare a guerra. Não acredite na propaganda. Eles estão mentindo para você aqui”.

O protesto extraordinário ocorreu no 19º dia da guerra que começou quando a Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro no que chama de operação militar especial. O Channel One disse que estava realizando uma revisão interna do incidente, informou a agência de notícias Tass. “Pare a guerra. Não à guerra”, a manifestante podia ser ouvida gritando, enquanto a âncora continuava a ler em seu teleprompter.

A manifestante pôde ser vista e ouvida por vários segundos antes que o canal mudasse para uma reportagem diferente para removê-la da tela. Ela foi, mais tarde, identificada como Marina Ovysannikova, funcionária da TV. “A responsabilidade dessa agressão recai sobre os ombros de apenas uma pessoa, Vladimir Putin”, disse ela, referindo-se ao presidente russo.

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