Três diplomatas, no entanto, disseram à agência France Presse que Abramovich, dono do clube de futebol inglês Chelsea, foi adicionado à lista. Os bens do magnata russo fora do território da UE – incluindo iates e mansões de luxo – podem ser confiscados.
O Reino Unido e o Canadá já incluíram Abramovich em suas próprias listas de cidadãos russos penalizados. O anúncio do Reino Unido de impor sanções a Abramovich impediu uma tentativa do magnata de vender o clube de futebol.
Segundo um dos diplomatas consultados pela agência de notícias France Presse, a razão declarada para colocar Abramovich na lista é que ele é um “oligarca russo que tem laços estreitos e de longa data com (o presidente) Vladimir Putin”, a quem tem “acesso privilegiado”. Além disso, considera-se que ele fornece “uma fonte substancial de receita” ao governo russo.
Manifestante
Uma manifestante antiguerra interrompeu o principal programa de notícias da TV estatal russa Channel One nesta segunda segurando uma placa atrás da apresentadora do estúdio com slogans denunciando a guerra na Ucrânia. A placa, em inglês e russo, dizia: “SEM GUERRA. Pare a guerra. Não acredite na propaganda. Eles estão mentindo para você aqui”.
O protesto extraordinário ocorreu no 19º dia da guerra que começou quando a Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro no que chama de operação militar especial. O Channel One disse que estava realizando uma revisão interna do incidente, informou a agência de notícias Tass. “Pare a guerra. Não à guerra”, a manifestante podia ser ouvida gritando, enquanto a âncora continuava a ler em seu teleprompter.
A manifestante pôde ser vista e ouvida por vários segundos antes que o canal mudasse para uma reportagem diferente para removê-la da tela. Ela foi, mais tarde, identificada como Marina Ovysannikova, funcionária da TV. “A responsabilidade dessa agressão recai sobre os ombros de apenas uma pessoa, Vladimir Putin”, disse ela, referindo-se ao presidente russo.
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