Terça-feira, 31 de março de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 20 de janeiro de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira (20) que convidou seu colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, para o seu Conselho de Paz, uma espécie de “ONU paralela” que o republicano visa criar. Durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca em Washington, a repórter da TV Globo Raquel Krähenbühl perguntou se ele havia convidado Lula para integrar o conselho, e qual o papel que esperava do brasileiro, especialmente na crise entre EUA e Venezuela.
Trump confirmou e respondeu: “Um grande papel. Eu gosto dele”. O Conselho de Paz é uma estrutura criada por Trump para atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa também pode atuar em outros conflitos internacionais no futuro. O evento na sala de imprensa da Casa Branca marcou o primeiro aniversário de seu segundo mandato.
Trump também respondeu se esperava que seu conselho substituísse a ONU, tradicional mediadora de conflitos entre nações. Em sua resposta, ele criticou a entidade:
“Bem, talvez eu queira, a ONU não tem sido muito útil. Sou um grande fã do potencial da ONU, mas ela nunca o explorou completamente. A ONU deveria ter resolvido todas as guerras que eu tentei resolver; eu nunca recorri a ela. Nunca sequer pensei em recorrer a ela. Eles deveriam ser capazes de resolver essas guerras. Acredito que devemos deixar a ONU continuar, porque o potencial dela é enorme.”
Trump alega que ajudou a terminar ou evitar diversas guerras ao longo do primeiro ano de seu atual mandato, afirmação contestadas por analistas. O segundo mandato de Trump até agora foi marcado por decisões e embates que abalaram os Estados Unidos e todo o planeta. Em 12 meses, o presidente norte-americano lançou mão de um tarifaço global, ordenou ataques militares e ameaçou países parceiros.
Antes do pronunciamento de Trump a jornalistas na coletiva de imprensa, a Casa Branca distribuiu um documento de 31 páginas listando 365 medidas que a administração considera ser ‘conquistas’ desde a posse do republicano. Boa parte do discurso de Trump foi usado para criticar imigrantes, com destaque para os somalis, um de seus alvos mais comuns: “Dizem que é o pior país do mundo. Se é que pode ser chamado de país, eu não acho que seja um país.”
Ele mostrou fotos de imigrantes presos pelo ICE em Minnesota, afirmando que eles teriam cometido crimes — moradores do estado estão protestando contra o serviço de imigração após a morte de Renée Good, cidadã americana nascida nos EUA. O republicano alegou que Renée e outros que protestam contra a ação do ICE seriam “agitadores profissionais”.
Ao criticar imigrantes, ele repetiu a acusação sobre países estrangeiros terem levado criminosos propositalmente para os EUA, a qual carece de fundamento. Em um momento que estava fora do script, ele elogiou a gangue de motoqueiros Hell’s Angels:
“Eles fazem nossos Hells Angels parecerem as pessoas mais doces do mundo, enquanto os Hell’s Angels agora são considerados pessoas legais e de alta qualidade. Eu gosto dos Hell’s Angels. Eles votaram em mim.”
Trump afirmou novamente que seu governo começaria “muito em breve” a combater o tráfico de drogas nos Estados Unidos por via terrestre, após alegar que ataques das forças americanas a embarcações suspeitas de transportar drogas no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico reduziram a quantidade de drogas que entram nos EUA por via marítima. O republicano não especificou de qual país as drogas estavam sendo transportadas por terra, nem quais países seriam os alvos. (Com informações do portal de notícias g1)
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