Domingo, 23 de junho de 2024

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Voltar Supremo não consegue intimar Eduardo Bolsonaro em queixa-crime por comparar professores a traficantes

Oficiais de Justiça comunicaram o Supremo Tribunal Federal (STF) que não conseguem intimar o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sobre a queixa-crime que o acusa de calúnia e difamação por comparar professores a traficantes.

As tentativas de comunicação ocorreram entre os dias 22 e 29 de novembro, presencialmente, na Câmara. Segundo o documento enviado ao STF, todas as incursões foram “infrutíferas”.

As duas oficiais de Justiça estiveram no gabinete de Eduardo Bolsonaro e também passaram horas procurando o deputado nas dependências da Câmara, seguindo orientações de seus assessores, sem sucesso.

Foi o ministro Kassio Nunes Marques, do STF, quem mandou notificar o deputado para que se defenda, se quiser, das acusações.

A queixa-crime foi apresentada pela também deputada Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP). Ela pediu que o ministro autorize a chamada “citação por hora certa” – quando pessoas próximas podem receber a intimação no lugar de quem é alvo da ação.

Professora Luciene Cavalcante afirma que houve um “desencontro proposital” e que Eduardo Bolsonaro estaria “se ocultando” para não receber a notificação.

O processo foi aberto porque, no dia 9 de julho, durante um ato em favor da flexibilização do porte e da posse de armas em frente ao Congresso, Eduardo afirmou: “Não tem diferença de um professor doutrinador para um traficante de drogas que tenta sequestrar e levar os nossos filhos para o mundo do crime.”

Flávio

Primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revelou que foi sondado pelo pai para ser indicado a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele disse que recusou e indicou a vaga André Mendonça, que atualmente integra a Corte.

A fala de Flávio aconteceu durante a sabatina de Flávio Dino e Paulo Gonet na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde foram sabatinados, respectivamente, para o STF e o comando da Procuradoria-Geral da República (PGR).

“Quero, para concluir, trazer a público. O então presidente Bolsonaro, quando a indicação do ministro André Mendonça, virou para mim e falou: “Flávio, o que você acha de você ser o indicado para o Supremo Tribunal Federal?”. Já que se discutia que a indicação fosse de um evangélico, como ele havia prometido na campanha eleitoral. Eu falei: ‘Presidente, apesar de eu ser advogado, o que eu sou é político, o que eu gosto de fazer é política. Indique o nome do André Mendonça, que é preparado para essa missão e eu vou poder ajudar muito mais o senhor aqui no Senado’. Eu acredito que com ajuda do presidente Davi eu teria até alguma chance de passar aqui no Senado”, disse Flávio.

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