Domingo, 22 de maio de 2022

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Voltar Superior Tribunal de Justiça mantém 27 anos de prisão para José Dirceu na Operação Lava-Jato

A Quinta Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) rejeitou recursos e decidiu nesta quinta terça-feira (19) manter a condenação do ex-ministro José Dirceu na Operação Lava-Jato. A decisão foi tomada por unanimidade.

José Dirceu foi condenado a 27 anos e um mês de prisão pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Segundo a denúncia do MPF (Ministério Público Federal), José Dirceu teria utilizado influência política para indicar e manter pessoas na Petrobras. Recebendo em troca, ainda conforme a acusação, valores indevidos sobre os contratos celebrados entre a estatal e a empreiteira Engevix.

Os advogados recorreram argumentando que a acusação do MPF não tinha fundamento. A defesa alegou ainda que a denúncia não descreveu com detalhes em que circunstâncias teriam ocorrido os delitos atribuídos ao ex-ministro.

A defesa de José Dirceu alegou ainda que os réus no processo foram condenados por meros indícios e que ficou configurado violação do princípio da presunção de inocência.

A decisão da Turma

A Quinta Turma julgou nesta terça-feira recursos da defesa de Dirceu e mais cinco réus contra a decisão do desembargador convocado Leopoldo Raposo. Ao analisar o caso, a Turma manteve a condenação.

Atual relator do caso, o desembargador convocado Jesuíno Rissato afirmou que a denúncia do MPF trouxe elementos suficientes para sustentar as acusações e rejeitou a violação no direito de defesa.

Rissato ressaltou que Dirceu teria recebido mais de R$ 15 milhões em suposta propina e participado da lavagem de R$ 10 milhões – o que justificaria maior grau de reprovabilidade da conduta.

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