Quarta-feira, 04 de março de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 4 de março de 2026
Um submarino dos Estados Unidos afundou uma fragata iraniana na costa do Sri Lanka, a cerca de 3.500 km de distância do teatro de operações principal da guerra iniciada por Washington e Tel Aviv contra a teocracia no sábado (28). Ao menos 87 corpos já foram recuperados nesta quarta-feira (4) pelo governo do país asiático, enquanto 32 marinheiros do navio IRIS Dena foram resgatados e cerca de 60 ainda estão desaparecidos. Além de demonstrar o espraiamento do conflito no Oriente Médio e a disposição de Teerã de tentar proteger seus ativos navais mais preciosos, o episódio é simbólico.
Foi o primeiro ataque do tipo desde a Guerra das Malvinas, em 1982. É também um feito inédito para a Marinha americana desde os estertores da Segunda Guerra Mundial, em agosto de 1945, contra o Japão. No episódio mais recente registrado, em 2 de maio de 1982, o submarino nuclear britânico HMS Conqueror perseguiu e afundou o cruzador leve argentino ARA General Belgrano, matando 323 de seus 1.138 tripulantes.
A perda foi equivalente a metade de todos os soldados de Buenos Aires mortos na operação expedicionária de Londres para recuperar o controle das ilhas Falkland, invadidas pelos argentinos, que as chamam de Malvinas. Também foi a primeira vez que um submarino americano afundou um navio desde o fim da Segunda Guerra Mundial, contra o Japão no Pacífico.
Segundo o Pentágono, foi empregado na ação um submarino de ataque não denominado. A Marinha dos EUA opera três classes desta embarcação, e a mais numerosa é a Los Angeles, com 40 unidades. Foi usado apenas um torpedo pesado Mk48, que custa cerca de R$ 25 milhões a peça e carrega uma ogiva explosiva de 293 kg.
A Dena era um dos mais modernos navios de guerra do Irã, tendo entrado em operação em 2021. Ela é uma versão modernizada de uma classe anterior de fragatas.
O navio deslocava 1.500 toneladas e, apesar de ser chamada de fragata pelo Irã, cai na qualificação de corveta, mais leve. Segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, o país operava quatro modelos modernizados do navio.
Os EUA têm intensificado a propaganda de suas ações navais, reagindo às declarações do Irã de que controla o vital Hormuz, por onde passam 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo. Na prática, o estreito está inoperante, mas os EUA dizem estar dizimando a Marinha rival —ao menos 20 navios já foram afundados. (Com informações do jornal Folha de S.Paulo)
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