Quinta-feira, 13 de junho de 2024

Quinta-feira, 13 de junho de 2024

Voltar Sérgio Moro critica Lula por não indicar uma mulher como ministra do Supremo mas afaga Flávio Dino

O senador e ex-juiz da operação Lava Jato, Sergio Moro (União Brasil-PR), teceu críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por não ter indicado uma mulher para a vaga da ministra aposentada Rosa Weber no STF (Supremo Tribunal Federal).

A declaração de Moro foi dada durante a sabatina do ministro da Justiça, Flávio Dino, nesta quarta-feira (13), na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. Dino foi o escolhido de Lula para o cargo.

“Nós vamos ter uma diminuição do número de mulheres no Supremo Tribunal Federal. Sabemos do seu currículo, das suas qualidades, sabemos também que sua indicação gera controvérsias e polêmicas, mas uma delas diz respeito à diminuição do número de mulheres no Supremo Tribunal Federal, e por parte de um presidente que sempre se colocou preocupado com a diversidade de gênero”, afirmou Moro.

Sergio Moro ainda lamentou que a única mulher remanescente na Corte será a ministra Carmen Lúcia, uma vez que Rosa Weber se aposentou neste ano. Moro e Dino  foram flagrados se abraçando e aos risos durante a sabatina. A cena chamou a atenção porque os dois são ferrenhos críticos um do outro. A iniciativa de ir até a mesa da comissão cumprimentar Dino foi do senador. Dino não perdeu a oportunidade de, ao pé do ouvido, perguntar a Moro qual seria o seu voto dele. O ex-juiz federal riu e não respondeu.

Lula vinha sendo pressionado por alas do próprio partido, por parte da esquerda e por movimentos identitários para indicar uma ministra negra e mulher para a Corte. Com a indicação de Dino, a composição da Corte fica completa e Lula não terá como indicar uma mulher, restando só a ministra Cármen Lúcia no Supremo.

Na noite desta quarta, o plenário do Senado aprovou a indicação de Flávio Dino para o STF e do subprocurador Paulo Gonet para o comando da Procuradoria-Geral da República (PGR), ambos indicados por Lula.

Dino e Gonet foram sabatinados pela CCJ em sessão que durou cerca de 10 horas. Flávio Dino, o mais novo ministro da Corte foi anunciado por Lula como ministro da Justiça no início de dezembro de 2022, no período de transição governamental, quando o petista ainda não tinha tomado posse como presidente.

No primeiro discurso no cargo, disse que o caso do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) seria definitivamente solucionado. A Polícia Federal passou a colaborar com as investigações e, em julho deste ano, mais um envolvido no crime foi preso. Os mandantes, no entanto, ainda não foram identificados.

Logo nos primeiros dias à frente do Ministério da Justiça, Dino teve de lidar no governo com a crise gerada pelos atos de 8 de janeiro. Escolhido como um dos principais alvos de adversários do governo, Dino ganhou fama de “lacrador” em razão dos bate-bocas que teve com parlamentares oposicionistas nas sessões com senadores e deputados.

 

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