Quinta-feira, 26 de março de 2026

Quinta-feira, 26 de março de 2026

Voltar Samara Felippo reage a caso de bullying e reacende debate sobre racismo nas escolas

A repercussão de um caso recente de bullying em uma escola de elite em São Paulo, que terminou com a expulsão de nove alunos, levou Samara Felippo a revisitar publicamente uma dor ainda aberta: o episódio de racismo vivido por sua filha em 2024. Em um vídeo publicado nas redes sociais, a atriz questionou a disparidade no tratamento dado a situações semelhantes dentro do ambiente escolar e provocou uma nova onda de discussões sobre racismo, responsabilização e letramento racial.

Ao comentar a notícia, Samara traçou um paralelo direto com o caso envolvendo sua filha e criticou o que chamou de relativização de episódios racistas. Em tom firme, ela relembrou as críticas que recebeu à época por exigir punições mais duras.

“Fiquei me perguntando por que num caso de bullying eles expulsam nove alunos, que é correto, e num caso de racismo, que acontece todos os dias em ambiente escolar, onde seria um ambiente acolhedor, eles relativizam. Na época eu fui muito atacada porque eu pedi a expulsão das agressoras, eu briguei tanto pela expulsão, não por odiar, que elas se ressocializem em outro lugar. Minha filha nem tá mais nessa escola. Eu acho que tenho que deixar algo muito claro aqui também. Bullying e racismo são coisas completamente diferentes. Bullying qualquer criança tá sujeita a sofrer essa violência, racismo só crianças pretas sentirão essa dor. Violências contra crianças, contra adolescentes, que causam impactos eternos, dores emocionais, físicas, evasão de escola”, disse.

A atriz também ampliou a reflexão ao destacar a urgência de medidas concretas no combate ao racismo nas escolas, apontando a negligência histórica diante desse tipo de violência.

“Só quis fazer esse vídeo porque me deparei com essa notícia e eu durmo pensando nessa relativização mesmo, de como o racismo, que é algo que tira a vida de crianças pretas, de adolescentes, todos os dias, que cessa juventudes e futuros, é tão negligenciado. Até na época eu falava disso: que sanções, que ações, são efetivamente válidas para que a gente consiga diminuir e conscientizar o ambiente escolar?”, refletiu.

Na sequência, Samara trouxe o debate para o campo individual, reforçando a importância do letramento racial e da prática cotidiana do antirracismo. Em uma fala direta, ela propôs uma série de reflexões ao público:

“Vou reforçar aqui a importância do letramento racial. A importância de saber o que são ações antifascistas, não se autointitular ‘eu sou antirracista’, saber quais são as suas ações para que você possa se tornar uma pessoa antirracista. Você segue pessoas pretas na sua rede social? Você convive, apoia mulheres empreendedoras pretas, você apoia políticas públicas com as cotas, por exemplo, você interfere numa situação racista na sua frente ou tem medo de incomodar? Você já procurou fazer letramento racial, já procurou saber o que é? Você reconhece seus privilégios como pessoa branca na sociedade? Só para refletir. Queria muito ter esperança. Meu processo continua rolando, e não vou desistir não”.

Voltar

Compartilhe esta notícia:

Deixe seu comentário
0 0 votos
Classificação do artigo
Verificação de Email (apenas uma vez)

Após enviar seu primeiro comentário, você receberá um email de confirmação. Clique no link para verificar seu email - depois disso, todos os seus próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

Você só precisa verificar uma vez a cada 30 dias.

0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Show da Tarde