Segunda-feira, 16 de março de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 11 de fevereiro de 2025
Nesta terça-feira (11), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação oficial do Brasil, registrou um recuo para 0,16% no mês de janeiro, a menor taxa para o período desde o início do Plano Real, em 1994. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O índice apresentou uma redução de 0,36 ponto percentual em relação à taxa de dezembro (0,52%), o que sugere uma possível estabilização dos preços e um cenário de menor flutuação inflacionária no país. Com isso, a alta acumulada em 12 meses recuou para 4,56%.
Os valores do subitem energia elétrica residencial recuaram 14,21% e exerceram o impacto negativo mais intenso (-0,55 ponto percentual) sobre o IPCA de janeiro. A energia elétrica residencial integra o grupo da habitação, que registrou queda de 3,08%, com impacto de -0,46 ponto percentual sobre o IPCA de janeiro.
Os números do grupo transportes subiram 1,30% e exerceram um impacto de 0,27 ponto percentual sobre o IPCA de janeiro, por influência das altas em passagens aéreas (10,42%) e do ônibus urbano (3,84%).
Já o grupo alimentação e bebidas teve seu quinto aumento consecutivo (0,96%) e contribuiu com 0,21 ponto percentual para o índice do mês. Nesse grupo, a alimentação no domicílio subiu 1,07%, influenciada pelas altas da cenoura (36,14%), do tomate (20,27%) e do café moído (8,56%). Por outro lado, os preços da batata-inglesa (-9,12%) e do leite longa vida (-1,53%) recuaram.
A alimentação fora do domicílio desacelerou de 1,19% em dezembro para 0,67% em janeiro. Tanto o lanche (0,94%) quanto a refeição (0,58%) tiveram variações inferiores às do mês anterior (0,96% e 1,42%, respectivamente).
O IBGE registrou a maior variação no IPCA em Aracaju (0,59%), impulsionada pelo aumento das passagens aéreas (13,65%). Já a menor variação foi em Rio Branco (-0,34%), devido à queda na energia elétrica (-16,60%). Outras cinco capitais tiveram variações negativas: Goiânia (-0,03%), Porto Alegre (-0,03%), São Luís (-0,08%), Curitiba (-0,09%) e Rio Branco (-0,34%).
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