Sexta-feira, 20 de março de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 16 de maio de 2024
Pessoas que estão nos abrigos da cidade em razão das cheias contam com acompanhamento de profissionais da área de saúde mental. São psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais que atuam fazendo a escuta atenta de quem perdeu tudo e precisa recuperar as forças para reconstruir a vida.
Abrigos maiores, como o Vida, possuem uma equipe de saúde mental fixa que trabalha junto aos profissionais da unidade de saúde e voluntários. Soma-se a isso o reforço de equipes multidisciplinares para atender demandas espontâneas, incluindo também enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e sanitaristas.
A ideia é somar esforços para auxiliar no suporte psicológico nos abrigos, alinhados às estratégias de saúde da Força Nacional do SUS. “Nosso objetivo é a prevenção do agravamento de transtornos psiquiátricos”, afirma Andressa. Nos casos de urgência ou emergência, os pacientes são encaminhados para os serviços especializados.
Marcia Beatriz Leal, 50 anos, está entre os abrigados do Vida Centro Humanístico. Ela cuida da mãe com Alzheimer e do filho Pietro, de 7 anos, que é autista. “Conversar com um profissional como o psicólogo, botar para fora as angústias, alivia um pouco a dor”, conta Marcia, que sofre de ansiedade e depressão, seguindo tratamento com medicações. Quando a água baixar, o objetivo é juntar as forças e tentar reconstruir a vida.
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