Sexta-feira, 15 de maio de 2026

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Voltar Como é a rotina na prisão dos líderes de facções

A cadeia inaugurada como modelo de segurança no Rio Grande do Sul, em 1998, segue sendo a principal sempre que a questão envolve a prisão dos criminosos mais perigosos e articulados do Estado. Foi por isso que, há 15 dias, a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) voltou a ser destaque ao receber os 12 líderes de organizações criminosas suspeitos de envolvimento com ataques e mortes nas ruas.

Um dos grandes diferenciais da Pasc ainda é a existência das celas individuais. Quando volta do pátio, cada preso entra em sua cela, que é cadeada pelos agentes. A partir daí, só faz contato com os colegas de galeria gritando e por meio de um sistema artesanal de cordas, conhecido como “jiboia” ou “tereza”. Garrafas pets são mantidas nas grades das celas para permitir que uma corda contendo objetos — cigarros e bilhetes, por exemplo — circulem pela galeria. O sistema é o mesmo que funciona em outras cadeias. 

A Pasc é composta por quatro pavilhões, cada um formado por quatro galerias. Os detentos são colocados nos espaços conforme a compatibilidade com facções, assim como em outras casas prisionais. Cada pavilhão tem pátio e refeitório coletivo, usados em rodízio pelos presos de cada galeria. 

As visitas ocorrem uma vez por semana. Familiares são recebidos pelos detentos nos refeitórios. Já a visita íntima ocorre nas celas, um fator que contribui para reduzir a segurança e incomunicabilidade, já que as visitas acabam transitando por dentro da prisão, conforme a juíza Sonali.

 

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