Segunda-feira, 27 de junho de 2022

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Voltar Saiba quem são os oligarcas russos mais influentes do governo Putin

Desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, países ocidentais impuseram sanções como uma das principais formas de retaliação aos russos. Direcionadas principalmente à economia, as medidas têm dificultado particularmente a vida e os negócios dos oligarcas russos, um grupo de bilionários que enriqueceram com as grandes privatizações do período pós-soviético.

Segundo dados divulgados pela revista Forbes em 2021, a Rússia é o quinto país com mais bilionários no mundo – 117 russos tinham fortuna avaliada como superior a US$ 1 bilhão. Destes, 96 são chamados de oligarcas, que, atualmente, têm tido bens e iates confiscados por governos estrangeiros. A ação tem como objetivo pressionar o presidente russo, Vladimir Putin, a encerrar a operação no território ucraniano.

Oligarquia

O termo “oligarca” surgiu na Rússia dos anos 1990, no governo do ex-presidente Boris Yeltsin [1991-1999], e era usado para definir um grupo especial de bilionários russos que, com a onda de privatizações após o colapso da União Soviética, dominaram as maiores empresas e bancos cruciais do país. Com isso, os oligarcas passaram a combinar poder econômico e alto potencial de influência política.

Os bilionários russos atuais – inclusive os que estão sob sanções dos países estrangeiros – têm atuação restrita à economia ou seguem a cartilha de Putin. Por isso, surgiram críticas ao uso do termo “oligarca” para descrever os superricos atuais, já que sua atuação política limita-se à obediência às principais diretrizes do Kremlin.

Roman Abramovich

Conhecido por ser o dono do Chelsea (mas agora afastado das funções), um dos maiores clubes de futebol da Inglaterra, Abramovich, de 55 anos, tem recebido particular atenção das manchetes. Com notícias que vão desde a participação em negociações de paz na Ucrânia até suspeitas de envenenamento, o oitavo homem mais rico da Rússia nasceu em Saratov, às margens do Rio Volga, e foi criado por parentes após perder os pais, aos 3 anos de idade.

Criado sem luxos, ele chegou a trabalhar como mecânico no Exército Vermelho antes de se mudar para Moscou, onde ganhou dinheiro com a venda de cosméticos. Mas foi somente em 1995, ao lado do também oligarca Berezovsky, que o bilionário assumiu o controle da petrolífera Sibneft e entrou para o seleto grupo de russos que acumularam capital financeiro e político. Aliado de Yeltsin, Abramovich sugeriu diretamente o nome de Putin para a sucessão presidencial, em 1999.

Oleg Deripaska

Ao contrário de Abramovich, Oleg Deripaska, 54 anos, cultivou sua influência discretamente, longe dos holofotes. Fundador da Basic Element, um grupo industrial russo com interesse em alumínio, energia e construção, ele chegou a ser a nona pessoa mais rica do mundo em 2008, antes de perder tudo devido à queda do mercado e a grandes dívidas acumuladas.

Petr Aven

Economista de 67 anos, Aven chefiou o Alfa Bank, maior banco comercial da Rússia, até março deste ano, quando renunciou ao cargo para tentar evitar sanções. A construção do conglomerado bancário do oligarca começou com investimentos em petróleo na década de 1990.

Vladimir Potanin

Homem mais rico da Rússia com uma fortuna estimada em US$ 29,4 bilhões, Potanin, 61 anos, acumulou riqueza principalmente a partir do controverso programa de empréstimos por ações nos anos 1990. Ele é o atual presidente da Norilsk Nickel, empresa russa de níquel e mineração.

Mikhail Prokhorov

Presidente de uma das maiores empresas de mineração da Rússia, a Polyus Gold, Mikhail Prokhorov, de 56 anos, tem ações no setor bancário, de seguros e energia. De origem judaica, ele foi candidato à presidência da Rússia nas eleições de 2012, mas conseguiu apenas cerca de 8% dos votos. À época, ele disse que Putin foi “muito eficiente” nos primeiros cinco ou seis anos da presidência (2000-2008), mas que era preciso mudar a estratégia pois a Rússia estava “atrasada em comparação com o resto do mundo”.

Vagit Alekperov

Dono da Lukoil, uma produtora responsável por cerca de 2% da produção mundial de petróleo, o economista de 71 anos já trabalhou como primeiro vice-ministro da Indústria de Petróleo e Gás da antiga União Soviética.

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