Quarta-feira, 26 de agosto de 2026

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Voltar Saiba por que Flávio Bolsonaro ficará três dias sem agendas públicas nesta semana

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) retomará nesta quinta-feira (6) as suas agendas de campanha. O filho primogênito de Jair Bolsonaro (PL) se dedicará até esta quarta (5) às conversas com partidos do Centrão por coligações que possam render a ele maior tempo de propaganda em rádio e TV, além de possibilitar-lhe uma vice que atraia o eleitorado feminino. Ele e o coordenador da sua campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), se reunirão com caciques de partidos como União Brasil, Podemos, Republicanos e PP neste período e, por isso, as atividades de campanha estão suspensas temporariamente.

Os dados animadores para a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apontados pela pesquisa BTG/Nexus, divulgada nessa segunda (3), aliás, serão usados por Flávio para atrair partidos do Centrão que hesitam em fechar uma coligação com a empreitada bolsonarista. De acordo com membros da campanha, partidos de centro ouvirão que Flávio precisa do apoio ainda no primeiro turno, e não à frente, em um eventual segundo turno.

A pesquisa, portanto, servirá para mostrar que Flávio encontra-se em uma curva crescente de popularidade e tem chances de chegar à frente do presidente Lula, conforme a campanha evoluir. O levantamento mostra uma disputa presidencial mais apertada a menos de duas semanas do início da campanha eleitoral. Embora Lula permaneça na liderança em todos os cenários testados, Flávio reduziu a diferença tanto no primeiro quanto no segundo turno, recuperando terreno após meses de estabilidade.

O discurso, portanto, será o de que partidos que estiverem junto de Flávio desde o início da campanha terão espaços privilegiados em um eventual governo do candidato do PL.

No primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 37%. Em relação à rodada anterior da pesquisa, realizada no dia 27 de julho, o presidente oscilou um ponto percentual para baixo, enquanto o senador cresceu quatro pontos, reduzindo a vantagem de nove para quatro pontos percentuais. É a menor distância entre os dois desde abril, segundo a série histórica do instituto.

Atrás dos dois aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, Renan Santos (Missão), com 4%, e Romeu Zema (Novo), com 3%. Os demais candidatos registram percentuais inferiores e não alteram o quadro de polarização observado desde o início da série histórica da BTG/Nexus. (Com informações da coluna Radar, da revista Veja)

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