Quinta-feira, 13 de junho de 2024

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Voltar Saiba até onde a ciência já avançou no combate ao vírus HIV

Depois de mais de 40 anos do início da pandemia de HIV no mundo, a tecnologia e a ciência avançaram ao ponto de assegurar diversas formas de prevenção ao vírus e tratamentos eficazes, que impedem o desenvolvimento da Aids.

Além disso, os tratamentos disponíveis hoje garantem o fim da transmissão do vírus pela pessoa que vive com HIV.

Veja a seguir os principais avanços científicos e as mudanças que eles provocaram na luta contra esse vírus.

Medicações 

Existem no Brasil 22 medicamentos antirretrovirais, em 38 apresentações farmacêuticas diferentes, que podem ser utilizados por pessoas que vivem com HIV.

Esses medicamentos ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico e, consequentemente, o desenvolvimento da Aids, que é a doença que o vírus HIV pode provocar.

Quando tomados corretamente pelas pessoas que vivem com o vírus, é comum que eles façam elas atingirem o nível de “indetectável”, quando os exames não conseguem mais detectar o HIV no organismo delas.

Ao se tornarem indetectáveis, essas pessoas deixam de transmitir o vírus. Para manter a condição é necessário manter o tratamento em dia.

Vacinação?

Muitos estudos e testes em animais e seres humanos vêm sendo feitos nas últimas décadas em prol da criação de uma vacina contra o HIV.

A empresa Moderna, por exemplo, anunciou em janeiro de 2022 que os primeiros participantes de um ensaio clínico de Fase 1 de uma vacina experimental contra HIV foram vacinados.

Em agosto deste ano, um ensaio científico prometeu a criação do novo imunizante. Chamado PrEPVacc, o ensaio está testando duas vacinas juntamente com duas formas de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP).

Casos de cura

Nesse meio tempo, tratamentos alternativos já garantiram a cura de pelo menos seis pessoas em todo o mundo.

Em julho deste ano, um homem na Suíça, apelidado de “Paciente de Genebra”, apresentou remissão do vírus HIV após a realização de um transplante de medula óssea.

Antes dele, outros cinco pacientes tiveram resultados semelhantes após transplantes anteriormente.

Em maio, cientistas já haviam conseguido eliminar o HIV do organismo de animais combinando terapias antirretrovirais de ação prolongada e uma nova técnica de edição genética.

Testagem

Realizar a testagem com frequência (de seis meses a um ano) é uma forma de prevenir o avanço de várias infecções sexualmente transmissíveis.

Isso porque, saber seu estado de saúde significa poder ser encaminhado(a) o mais rápido possível para o tratamento adequado.

Os testes para diagnosticar uma eventual infecção pelo HIV podem ser feitos por fluido oral ou coleta sanguínea.

No Brasil, existem dois tipos:

* testagem rápida (feitos pelo SUS ou com teste de farmácia, que pode ser feito em casa); e

* exames laboratoriais.

Eles detectam a presença de anticorpos que atuam contra o HIV em cerca de 30 minutos.

Preservativos

As populares camisinhas são classificadas pelo Ministério da Saúde como método mais eficaz para proteção contra o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Existem dois modelos, um para cobrir o pênis antes do ato sexual e outro para ser usado internamente na vagina. Eles não devem ser usados ao mesmo tempo.

A proteção ocorre ao impedir o contato direto da pele, de fluidos corporais e microfissuras.

PEP

Já a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é uma medida de urgência para evitar a infecção pelo HIV que pode ser usada após exposições de risco.

A PEP são dois comprimidos (um com tenofovir e lamivudina e o outro com dolutegravir — todos chamados de antirretrovirais) que devem ser tomados por 28 dias, sem interrupção, sob orientação e avaliação médica.

O início do tratamento deve ser iniciado, preferencialmente, nas primeiras duas horas após a exposição de risco e no máximo após 72 horas

São entendidas como situações de risco:

* violência sexual;
* relação sexual desprotegida;
* acidente ocupacional (com instrumentos perfurocortantes ou contato direto com material biológico).

PrEP

A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), por sua vez, deve ser utilizadas antes que surjam situações de risco para infecções pelo HIV.

A PrEP reduz em mais de 90% as chances de uma pessoa se infectar pelo HIV quando exposta ao vírus.

A medicação, que combina dois medicamentos antirretrovirais (tenofovir + entricitabina), pode ser tomada de algumas formas:

* oral regular (um comprido por dia);
* oral sob demanda ou intermitente (dois comprimidos entre duas e 24 horas antes do sexo previsto e, em caso de haver a relação sexual, mais uma pílula até 24 horas após o ato e mais uma no dia seguinte);
* injetável (com injeções administradas pelo SUS a cada dois meses).

Prevenção combinada

Profissionais e agências de saúde indicam ser possível aumentar a proteção contra o HIV, e também outras ISTs, ao combinar mais de uma tecnologia de prevenção.

O uso de PrEP e preservativos, por exemplo. As combinações possíveis são variadas e dependem das características individuais e do momento de vida de cada pessoa.

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