Domingo, 22 de maio de 2022

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Voltar Rússia diz que soldados ucranianos se renderam em Mariupol

O Ministério da Defesa russo afirmou que soldados ucranianos se renderam na complexo industrial de Azovstal nesta terça-feira (19). A siderúrgica era o último ponto de resistência ucraniana em Mariupol.

Kiev não confirmou a informação, divulgada pela agência de notícias russa RIA e que pode significar a tomada total do controle da cidade no sul do país pelos russos.

O ministério russo disse ainda que abriu um corredor humanitário para a retirada desses militares que “voluntariamente baixaram as armas”. Segundo relatos locais, além dos soldados que resistem em Azovstal, outros mil civis se refugiaram dentro do complexo.

Os líderes do exército russo já teriam dado ultimato para tropas ucranianas nesta noite. Segundo informações russas, eles teriam até 12h de Moscou (6h de Brasília) para entregar o local.

Anteriormente, o líder da região da Chechênia, na Rússia, informou que Moscou tomaria conta de Mariupol ainda na terça-feira.

Nova fase de batalhas

Durante fala para a TV indiana, o Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que o país está em um novo momento da invasão, a qual Moscou chama de “operação especial”.

“Mais uma etapa desta operação (no leste da Ucrânia) está começando e tenho certeza que este será um momento muito importante de toda esta operação especial”, afirmou Lavrov.

As tropas russas realizaram 1.260 ataques em solo ucraniano na madrugada desta terça-feira. O número é quatro vezes maior que os ataques registrados na segunda-feira (18) também pelo governo russo.

A grande maioria desses ataques ocorreu no leste da Ucrânia, onde Moscou tenta tomar cidades. Uma delas, a de Kreminna. O porta-voz do Ministério da Defesa, Igor Konashenkov, alegou que todos os bombardeios foram realizados em alvos militares ucranianos, mas Kiev acusas as tropas russas de atacarem deliberadamente locais com civis.

O aumento da ofensiva é reflexo de uma nova fase da guerra na qual Moscou tenta tomar o controle total de Mariupol e da região do Donbass, no leste.

Ponto zero de Kharkiv

Em um refúgio perto de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, Petro, um capitão do exército ucraniano, observa o horizonte e, estendendo o braço, traça a linha que o separa de seus inimigos.

À esquerda, a terra está em mãos ucranianas, diz um homem de 42 anos. À direita, os russos estão entrincheirados e bombardeiam incessantemente a segunda maior cidade de seu país. “Não posso dizer quanto tempo vai levar”, explica. “O inimigo está se entrincheirando, montando uma linha de frente, tentando ganhar um ponto de apoio”, continua.

Petro, que antes da guerra trabalhava como marceneiro na Suíça, está no “ponto zero”, local onde os dois lados se enfrentam.

Durante uma visita ao front nesta semana, os soldados ucranianos pediram à imprensa que não revelasse a localização exata nem os detalhes das posições ucranianas. Um grupo de combatentes vive no local, amontoados em posições fortificadas e cercadas por terra.

Eles só se aventuram em pequenos grupos para evitar a atenção dos vigias russos, que podem lançar fogo de artilharia, que reverbera sem parar por toda a área.

“Queremos e fazemos de tudo para destruir o inimigo o mais rápido possível”, diz Petro, carregando um enorme fuzil com quatro cartuchos de munição amarrados ao peito.

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