Quarta-feira, 18 de maio de 2022

Quarta-feira, 18 de maio de 2022

Voltar Rio Grande do Sul registra média de quatro acidentes fatais de trânsito nos primeiros meses de 2022

Dados mais atuais do Detran RS (Departamento de Trânsito do Rio Grande do Sul) mostram que, nos dois primeiros meses de 2022, 265 pessoas morreram no Estado, vítimas de acidentes de trânsito, média de quatro óbitos por dia.

A campanha Maio Amarelo chama a atenção da sociedade para a importância da responsabilidade no trânsito, com ações educativas em todo o País. Em 2021, o Rio Grande do Sul teve um aumento de 11% nas mortes no trânsito, na comparação com 2020. Foram 1.624 óbitos em 2021, ante 1.464.

Esse tipo de acidente está entre as principais causas de politraumatismos, em que dois ou mais órgãos, ou a partir de duas partes distintas do corpo são lesionadas gravemente, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – Regional do Rio Grande do Sul – SBOT-RS, Dr. Fábio Krebs.

“Quando uma pessoa sobrevive a um grave acidente, na maior parte dos casos, ela precisa conviver com uma série de sequelas, que podem ser dificuldades motoras, amputação de membro, paraplegia, tetraplegia, entre outros”, fala.

O especialista ressalta os impactos permanente dessas sequelas. “Há um longo tempo de recuperação do acidentado, o sofrimento e o prejuízo das famílias que, por meses e até anos, ficam privadas da fonte de renda que o paciente deixou de ter, por não poder mais trabalhar, enfim, resulta em uma situação de intensa complexidade”.

As lesões no trânsito sobrecarregam os setores de emergência, radiologia, fisioterapia e reabilitação. Há casos nos quais os traumatismos demandam mais da metade da ocupação dos centros cirúrgicos e mais de 80% das hospitalizações, com uma média de 20 dias de internação.

“Há também, os custos elevados para o tratamento desses pacientes”, ressalta. Estudos recentes estimam os custos de acidentes no País, para o período 2007- 2018, em R$ 1,584 trilhão – ou uma média de R$ 130 bilhões ao ano. Esses custos se dividem entre os cofres públicos e privados.

“Esses custos impactam os serviços de saúde e comprometem sobremaneira as finanças públicas. Os acidentes no trânsito são um grave problema de saúde pública e campanhas devem reforçar, constantemente, a importância da responsabilidade no trânsito: se beber, não dirija; não faça ultrapassagens perigosas; respeite o limite de velocidade e os pedestres, ciclistas e motociclistas; não conduza veículo manuseando o celular; dirija sempre com atenção. Tudo isso são ações simples, mas com um potencial imenso de salvar vidas”, conclui.

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