Quinta-feira, 18 de julho de 2024

Quinta-feira, 18 de julho de 2024

Voltar Rio Grande do Sul registra a segunda morte por dengue neste ano

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) confirmou nesta quarta-feira (5) a ocorrência da segunda morte causada pela dengue no Rio Grande do Sul desde o início do ano. A vítima é um idoso de 66 anos, residente de Morro Reuter (Serra Gaúcha) e que sofria de hipertensão arterial sistêmica, uma das comorbidades com potencial de agravamento da doença. O óbito ocorreu em 31 de março.

Já o número de casos confirmados chegam a 3,7 mil, dos quais 3.389 são autóctones, ou seja, quando o contágio ocorreu dentro do Estado. O restante é composto de casos “importados”, quando residentes em solo gaúcho foram infectados em viagem a outro local.

Em 2022, o Estado registrou seus maiores índices relativos à dengue até então: 68 mil casos (57 mil autóctones). Destes, 66 resultaram no falecimento do paciente.

Aumento nos casos

Conforme o Comunicado de Risco semanal das arboviroses publicado pelo Cevs, o Estado vem apresentando ascensão na incidência de casos notificados de dengue. O município de Encantado (Vale do Taquari) representa hoje 26,8% dos casos confirmados do Rio Grande do Sul e apresentou 51,3% de aumento de casos confirmados nas últimas duas semanas (de 567 para 882 entre os dias 25 de março e 1º de abril).

Da mesma forma, a Região de Saúde da qual a cidade faz parte, composta por outros 26 municípios, teve um aumento de 59,1% (de 633 para 1.007) no mesmo período.

Ijuí (Região Noroeste) e Porto Alegre são o segundo e o terceiro municípios gaúchos com maiores números de casos, respectivamente com aumentos de 102,7% e 137,2% de casos nas últimas duas semanas. Além disso, 23 cidades que até meados de março não possuíam casos passaram a ter confirmação nas últimas duas semanas.

Dicas à população

Diante das manifestações dos primeiros sintomas compatíveis com arboviroses, recomenda-se que a população procure um serviço de saúde, de maneira a evitar o agravamento do caso e a possível evolução para óbito.

Os principais sintomas são febre alta (39°C a 40°C), com duração de dois a sete dias, dor atrás dos olhos, dor de cabeça, dor no corpo, dor nas articulações, mal-estar geral, náusea, vômito, diarreia, manchas vermelhas na pele com ou sem coceira.

O uso de repelente também é recomendado para maior proteção individual contra o Aedes aegypti. Também é importante revisar as áreas interna e externa da residência ou apartamento e eliminar objetos com água parada. Essas ações impedem o mosquito de nascer, cortando o ciclo de vida na fase aquática.

(Marcello Campos)

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