Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Voltar Rio Grande do Sul mantém 89 pontos próprios para banho na décima semana de monitoramento

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) divulgou nesta sexta-feira (13) o décimo boletim do Programa Balneabilidade da temporada 2025/2026. O levantamento é baseado em amostras coletadas entre os dias 9 e 10 de fevereiro em 96 pontos monitorados em praias e balneários do Rio Grande do Sul.

De acordo com o Boletim 10, sete locais foram considerados impróprios para banho. Em relação ao boletim anterior, houve mudanças na lista: dois pontos em Pelotas deixaram a condição de risco, enquanto dois em São Lourenço do Sul e dois em Tapes passaram a apresentar resultados fora dos padrões recomendados para recreação.

Pontos impróprios para banho

• Osório — Lagoa do Peixoto
• Piratini — Balneário Municipal Klérfim Cardoso (Rio Piratini)
• Santa Maria — Balneário Passo do Verde (Rio Vacacaí)
• São Lourenço do Sul — Praia do Camping
• São Lourenço do Sul — Praia da Barrinha
• Tapes — Praia do U
• Tapes — Praia do Pinvest

Segundo a Fepam, os pontos localizados em Osório e Tapes apresentaram índices elevados de cianobactérias, acima do limite de 50 mil células por mililitro estabelecido para balneabilidade. Na Lagoa do Peixoto, em Osório, foram registradas 210.354 células/ml. Já em Tapes, a Praia do U apresentou 176.459 células/ml, enquanto a Praia do Pinvest alcançou 450.780 células/ml.

Risco de toxinas

A presença elevada de cianobactérias indica processo de eutrofização, caracterizado pelo excesso de nutrientes na água, o que favorece a proliferação desses microrganismos. Além de comprometer a qualidade ambiental, a situação pode trazer riscos à saúde pública.
Nos pontos analisados, foram identificados predominantemente os gêneros Aphanocapsa sp. e Raphidiopsis sp., em Osório, e Microcystis sp. e Dolichospermum, em Tapes. Essas cianobactérias são reconhecidas como potenciais produtoras de toxinas. A exposição à água contaminada pode causar intoxicações agudas — com sintomas como irritações na pele, náuseas e diarreia — ou efeitos crônicos, dependendo do tempo e da intensidade do contato.

Monitoramento contínuo

O Programa Balneabilidade realiza coletas semanais durante a temporada de verão, com o objetivo de informar a população sobre as condições das águas destinadas à recreação. A orientação é que banhistas consultem os boletins atualizados antes de frequentar praias e balneários, especialmente em locais com histórico de florações de cianobactérias.
A Fepam reforça que a classificação como imprópria é uma medida preventiva, visando proteger a saúde dos usuários até que os índices retornem aos padrões adequados.

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