Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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Voltar Rio Grande do Sul abre colheita do trigo e reforça papel estratégico do cereal na economia gaúcha

Evento realizado em Cruz Alta marca o início da colheita da safra 2026 e destaca a relevância da triticultura para o agronegócio, a indústria de alimentos e o desenvolvimento regional.

A abertura oficial da colheita do trigo no Rio Grande do Sul, realizada nesta quinta-feira em Cruz Alta, marcou o início de uma das etapas mais importantes do calendário agrícola gaúcho. O evento reuniu autoridades, produtores e representantes do setor para destacar a importância econômica da cultura e projetar as perspectivas para a safra de 2026.

A escolha de Cruz Alta como sede da cerimônia reforça a posição do município entre os principais polos tritícolas do Estado. Atualmente, a cidade possui a segunda maior área cultivada de trigo do Rio Grande do Sul, atrás apenas de Palmeira das Missões, consolidando-se como referência em uma cadeia produtiva estratégica para o abastecimento da indústria moageira e do setor de alimentos.

Durante a abertura, o secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, ressaltou a contribuição dos produtores para a economia gaúcha e destacou a importância do trigo para a geração de renda e desenvolvimento das regiões produtoras. Segundo ele, o evento também representa uma oportunidade para avaliar o desempenho da safra diante de fatores que influenciam diretamente a atividade, como as condições climáticas, os custos de produção e o comportamento do mercado.

A prefeita de Cruz Alta, Paula Librelotto, afirmou que o fortalecimento do agronegócio é fundamental para sustentar o crescimento econômico do município e atrair novos investimentos. Ela também destacou o potencial da cidade para ampliar sua participação em cadeias ligadas à agroindústria e aos biocombustíveis.

De acordo com estimativas da Emater/RS-Ascar, o Rio Grande do Sul deverá cultivar cerca de 763 mil hectares de trigo em 2026, com produtividade média projetada em 2.833 quilos por hectare. A produção estadual é estimada em aproximadamente 2,2 milhões de toneladas. Embora o volume previsto seja inferior ao registrado no ciclo anterior, o cereal mantém posição estratégica na matriz produtiva gaúcha.

O início da colheita ocorre em um cenário de atenção às condições meteorológicas. Chuvas frequentes e menor incidência de radiação solar ao longo do ciclo exigiram maior acompanhamento das lavouras e seguem sendo fatores determinantes para a qualidade final dos grãos.

Mais do que o começo da retirada do cereal dos campos, a abertura da colheita simboliza a força de uma atividade que permanece entre os pilares do agronegócio gaúcho, movimentando investimentos, gerando renda e contribuindo para a competitividade do setor agrícola no Estado. (por Gisele Flores)

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