Quinta-feira, 26 de março de 2026

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Voltar Relator da CPI do INSS se filia ao partido de Bolsonaro e se encontra com Flávio

O relator da CPI do INSS na Câmara dos Deputados, Alfredo Gaspar, oficializou na quarta-feira (25) sua saída do União Brasil para se filiar ao Partido Liberal, legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ato ocorreu ao lado do senador Flávio Bolsonaro, que articula sua pré-candidatura à Presidência da República.

A filiação foi resultado de um convite direto de Flávio, que tem intensificado a estratégia de ampliar a base política do PL, especialmente na Região Nordeste. Segundo o senador, a chegada de Gaspar fortalece a atuação do partido em Alagoas e amplia a capilaridade da legenda em um reduto historicamente mais favorável à oposição.

“Gaspar chega com liberdade para organizar o Estado junto à nossa base”, afirmou Flávio durante o encontro.

A movimentação ocorre em meio a um esforço do grupo político ligado a Bolsonaro para reduzir a desvantagem eleitoral registrada na região em 2022. Nos últimos dias, Flávio Bolsonaro esteve em estados como Rio Grande do Norte e Paraíba, em agenda voltada à aproximação com lideranças locais e ao fortalecimento de palanques regionais.

Em declaração pública, Alfredo Gaspar destacou o alinhamento político com o novo partido e reforçou o compromisso com a atuação parlamentar. “Conte com a minha lealdade e com meu trabalho por Alagoas e pelo Brasil. Estamos juntos”, disse o deputado.

Em primeiro mandato na Câmara, Gaspar ganhou projeção nacional ao assumir a relatoria da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A CPI é considerada uma das principais frentes de desgaste político para o governo federal no Congresso.

Nos bastidores, a mudança de partido também está ligada aos planos eleitorais do deputado. Gaspar avalia disputar uma vaga no Senado por Alagoas nas eleições de 2026. Caso confirme a candidatura, poderá enfrentar nomes de peso da política local, como Renan Calheiros, do MDB, e Arthur Lira, do Progressistas.

A filiação reforça o movimento de reorganização partidária de olho nas eleições municipais de 2024 e, principalmente, na disputa nacional de 2026, quando diferentes grupos políticos já começam a se posicionar para a corrida presidencial.

A mudança também ocorre em um momento de maior fragmentação partidária no Congresso, com parlamentares buscando legendas que ofereçam melhores condições eleitorais e maior alinhamento ideológico. Nesse cenário, o PL tem atuado para ampliar sua bancada e consolidar uma base mais coesa em torno do bolsonarismo, mirando não apenas o desempenho nas urnas, mas também maior influência nas articulações políticas em Brasília.

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