Quinta-feira, 30 de maio de 2024

Quinta-feira, 30 de maio de 2024

Voltar Reforma Tributária vai fazer justiça ao setor industrial brasileiro, diz Geraldo Alckmin em Porto Alegre

Em palestra realizada na Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), em Porto Alegre, nesta sexta-feira (4), o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que a Reforma Tributária, que simplifica o sistema de arrecadação de impostos, vai fazer justiça ao setor industrial.

Responsável por 11% do PIB brasileiro, o setor é taxado em mais de 30%. Alckmin destacou alguns motivos que o fazem otimista com o futuro e a retomada da economia do País. Um dos fatores é o câmbio, com o dólar competitivo por volta de R$ 4,40 e R$ 4,50. Além disso, ressaltou, os juros começaram a cair, o que deve continuar acontecendo nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom).

“Não há razão para a taxa de juro nesse patamar, tira a competitividade”, disse. O vice-presidente crê na possibilidade de o acordo Mercosul União Europeia finalmente ser finalizado, e prega também uma maior aproximação comercial regional, entre países latino-americanos.

Citou como exemplo Estados Unidos, Canadá e México, vizinhos que mantêm 50% do comércio entre eles, enquanto em países da América Latina esse percentual é de apenas 26%.

O maior desenvolvimento econômico e social do país também passa pelo fator logístico, destaca Geraldo Alckmin. Sendo o Brasil a quinta nação do mundo em extensão territorial, ele entende que é preciso ampliar os investimentos em hidrovias, ferrovias e cabotagem, por exemplo. O vice-presidente comentou também que o PAC a ser lançado pelo governo em 11 de agosto terá R$ 60 bilhões em investimentos públicos por ano, mas privilegiará igualmente as concessões públicas e Parcerias Público Privadas (PPPs).

Reforma trabalhista

Em relação a questões trabalhistas, o vice-presidente assegurou que “ninguém vai mexer na reforma trabalhista” e defendeu desoneração de folha para as empresas, além de uma maior desburocratização. Alckmin comemorou o que ele considera um sucesso absoluto, que foi o programa de incentivo à indústria automobilística. “Foi feito inicialmente para veículos leves, levando em consideração o critério social, – carros mais baratos -, ambiental, de menor poluição, e considerou a densidade industrial”, disse, informando que o mesmo deverá ser feito em breve para a linha branca.

 

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