Quinta-feira, 19 de março de 2026

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Voltar Receita Federal já demitiu três servidores por vazamento de dados de ministros do Supremo

Diante da operação da Polícia Federal (PF) para apurar vazamento de dados de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus parentes, a Receita Federal informou nessa terça-feira (17) que, desde 2023, foram ampliados os controles de acessos às informações com forte restrição aos perfis de acesso e aumento de alertas e concluiu sete processos disciplinares, que resultaram em três demissões, além de sanções a servidores.

O órgão reforçou não tolerar qualquer tipo de desvio, especialmente relacionados ao sigilo fiscal.

“A auditoria, que envolve dezenas de sistemas e contribuintes, está em andamento, sendo que desvios já detectados foram preliminarmente informados ao relator no STF. Os sistemas da Receita Federal são totalmente rastreáveis, de modo que qualquer desvio é detectável, auditável e punível, inclusive na esfera criminal”, diz a nota da Receita.

Mais cedo, a PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, no âmbito da investigação que apura o vazamento de dados da Receita envolvendo autoridades.

Autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, a operação atendeu a um pedido da PGR.

Na nota, a Receita destacou que antes da operação realizada nessa terça, abriu auditoria prévia para apurar as suspeitas. Esse procedimento ainda está em andamento.

“Em 12 de janeiro desde ano, o STF solicitou à Receita Federal auditoria em seus sistemas para identificar desvios no acesso a dados de ministros da Corte, parentes e outros nos últimos 3 anos. O trabalho foi incluído em procedimento que já havia sido aberto no dia anterior pela Corregedoria da Receita Federal com base em noticias veiculadas pela imprensa”, afirmou a instituição. (

O Supremo informou em nota nessa terça que investigações iniciais da PF identificaram “diversos e múltiplos acessos ilegais” a dados sigilosos de ministros da Corte e de parentes por parte de servidores da Receita Federal.

Segundo documento enviado ao ministro Alexandre de Moraes pela Procuradoria-Geral da República (PGR), mencionado na nota divulgada, os dados sigilosos foram explorados de forma “fragmentada e seletiva” para “produzir suspeitas artificiais” contra autoridades públicas.

Conforme o STF, os servidores são: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes, que são servidores da Receita Federal ou funcionários públicos de outros locais que estão cedidos ao órgão. (Com informações do portal da revista Veja)

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