Domingo, 05 de abril de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 27 de março de 2026

O ato de filiação que o PSD promove neste domingo, às 18h30, no Hotel Deville, em Porto Alegre, não é apenas uma cerimônia partidária. É um movimento calculado, com impacto direto no tabuleiro político gaúcho e reflexos nas eleições de 2026. A presença de Gilberto Kassab, presidente nacional da sigla, e de Eduardo Leite, governador e líder estadual do partido, confere ao evento a dimensão de um marco estratégico. A chegada de Ernani Polo e Frederico Antunes, ambos oriundos do PP, simboliza não apenas a ampliação da bancada, mas a incorporação de perfis que carregam densidade política, experiência parlamentar e capacidade de articulação.
Ernani Polo, deputado estadual e ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, é reconhecido pela defesa do setor agroindustrial e pela interlocução com entidades empresariais. Sua trajetória no PP foi marcada pelo pragmatismo e pela busca de competitividade para a economia gaúcha. Ao migrar para o PSD, Polo se posiciona como peça-chave em uma chapa majoritária, sendo ventilado como pré-candidato a vice-governador em 2026. Essa possibilidade traduz a intenção do partido de construir uma coalizão ampla, capaz de dialogar com MDB e outras siglas de centro, ampliando a base de sustentação de Eduardo Leite.
Frederico Antunes, por sua vez, traz ao PSD a credibilidade de quem foi líder do governo na Assembleia Legislativa e consolidou-se como articulador hábil, com trânsito entre diferentes bancadas. Sua saída do PP fragiliza os progressistas, que perdem um quadro de peso, e fortalece o PSD, que passa a contar com um operador político experiente. Antunes deve assumir papel de liderança dentro da bancada ou mesmo função estratégica de articulação junto ao governo, reforçando a governabilidade de Leite e ampliando a influência da sigla no Legislativo. Sua presença garante ao PSD não apenas votos, mas capacidade de negociação em pautas decisivas.
O impacto imediato dessas filiações é duplo: de um lado, o PP sofre um esvaziamento que compromete sua relevância; de outro, o PSD se afirma como alternativa robusta aos partidos tradicionais, ampliando sua presença municipal e legislativa. Em março, o partido já havia atraído 21 lideranças, passando a comandar 48 prefeituras no Estado. Agora, com Polo e Antunes, a sigla ganha musculatura parlamentar e abre espaço para alianças estratégicas. Eduardo Leite, como governador e presidente estadual do PSD, emerge fortalecido: consolida sua base de apoio, projeta estabilidade política e se prepara para disputar espaço em 2026 com maior competitividade.
O ato deste domingo, portanto, não é apenas uma cerimônia de filiação. É um marco que sinaliza a capacidade do PSD de atrair lideranças experientes, de se reposicionar no tabuleiro político e de se preparar para o futuro. Kassab, ao lado de Leite, demonstra que o partido não se contenta em ser coadjuvante: quer protagonismo. Polo e Antunes, cada um com seu perfil e trajetória, somam ao PSD legitimidade, capilaridade e articulação. O resultado é um partido mais forte, mais presente e mais preparado para disputar o poder em 2026.
Esse movimento, lido em profundidade, revela que o PSD não apenas cresce em números, mas se qualifica em lideranças. E é justamente essa combinação — quantidade e qualidade — que pode fazer da sigla um ator central no próximo ciclo eleitoral gaúcho. (por Gisele Flores)
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