Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

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Voltar Prefeitura de Porto Alegre pede a suspensão da cobrança de empréstimos por bancos credores do Município

Instituições financeiras credoras da administração de Porto Alegre receberam ofício da prefeitura, solicitando que os empréstimos ao Município tenham suas cobranças suspensas, a fim de permitir que os recursos sejam utilizados na reconstrução de infraestruturas devastadas pelas enchentes das últimas semanas. Os pedidos incluem a prorrogação do prazo total de amortização dos contratos firmados por dois anos.

De acordo com estimativa da Secretaria Municipal da Fazenda (SMF), a medida proporcionará uma economia de aproximadamente R$ 550 milhões.

Na lista de credores das linhas de financiamento estão o Banrisul, Caixa Econômica Federal, Badesul, Banco do Brasil, BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), Badesul Desenvolvimento e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), bem como o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e Corporación Andina de Fomento.

Ainda segundo a prefeitura, o “pendura” permitirá que recursos sejam direcionados para ações em áreas críticas, por meio de iniciativas como fornecimento de aluguel social, construção de moradias, reparo de escolas e vias públicas, além da restauração de serviços básicos. “Só os gastos com a limpeza inicial para começar a reconstrução do município já ultrapassam R$ 100 milhões”, contabiliza.

Dados do Executivo apontam que as inundações afetaram de forma direta 150 mil habitantes de Porto Alegre, além de impactar de forma ou de outra mais de 1 milhão de pessoas devido à elevação histórica do Guaíba, que em seu pico atingiu nível de 5,35 metros – algo inédito desde que a cidade recebeu seus primeiros colonizadores, em meados do século de 1700.

Com a palavra…

O prefeito Sebastião Melo ressalta: “A catástrofe climática afetou 446 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul, colocando a economia em situação delicada. Essa medida é crucial para permitir que a cidade se recupere dessa tragédia, restaurando a dignidade e infraestrutura essencial para os cidadãos”.

Conforme o titular da Secretaria Municipal de Planejamento e Assuntos Estratégicos, Cezar Schirmer, mesmo que a estimativa possa variar conforme o fluxo de desembolsos dos projetos, a economia gerada pela suspensão das cobranças seria crucial para evitar um colapso financeiro na cidade:

“A arrecadação municipal deve diminuir significativamente, visto que precisamos lançar mão de todo o recurso possível para providências essenciais de recuperação da infraestrutura da cidade”.

(Marcello Campos)

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