Segunda-feira, 24 de junho de 2024

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Voltar Porto-alegrenses com o vírus HIV podem receber medicamentos contra aids sem sair de casa

A fim de garantir a continuidade do tratamento e facilitar o acesso a medicamentos contra aids, as pessoas com o vírus HIV em Porto Alegre já podem solicitar os remédios sem sair de casa. Basta preencher cadastro na plataforma on-line ahoraeagora.org/clinica: o envio será realizado por meio dos Correios.

O benefício está vinculado às unidades dispensadoras de medicamentos Navegantes e IAPI, ambas na Zona Norte da capital gaúcha. A remessa contempla todos os bairros, de forma gratuita, com comodidade e sigilo. Em caso de dúvida, é possível entrar em contato por meio do whatsApp (51) 98223-0099.

Exigências

– Ser morador de Porto Alegre e estar cadastrado em unidade dispensadora.

– Indicar um endereço residencial, de trabalho ou de terceiros em Porto Alegre.

– Ter receita médica com prescrição de antirretrovirais válida.

– Apresentar documento oficial com foto.

Parcerias

Realizada no âmbito do projeto “A Hora é Agora”, a iniciativa faz parte de um acordo de cooperação entre a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde.

O governo dos Estados Unidos também é parceiro, por meio de seus Centros de Controle e Prevenção de Doenças, com recursos do Plano de Emergência do presidente norte-americano para alívio da aids.

Conforme a SMS, trata-se de mais uma opção para evitar a interrupção do tratamento: “Sabemos que muitos têm dificuldade em buscar o medicamento nas unidades em razão do horário de atendimento [segunda a sexta-feira, das 8h às 17h], o que dificulta um pouco para quem trabalha”.

Estatística

Dados do governo federal relativos ao período entre 2020 e 2022 colocam o Rio Grande do Sul em sexto lugar nacional no índice de novos casos de contágio por HIV: 23,9 confirmações por 100 mil habitantes, atrás de Roraima (34,5), Amazonas (32,3), Pará (26,3), Santa Catarina (25,3) e Amapá (25). A média nacional é de 17,1/100. Os diagnósticos cresceram 3%, passando de 2.836 para 2.920.

Já em relação à taxa de mortalidade pela aids, o Estado lidera o ranking: 7,3 óbitos por 100 mil habitantes, contra uma média nacional é de 4,1. Somente no ano passado foram 1.130 perdas humanas associadas à doença.

(Marcello Campos)

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