Quarta-feira, 11 de março de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 11 de março de 2026
O custo da cesta básica em Porto Alegre no mês de fevereiro foi de R$ 786,84, uma redução de 1,07% em relação a janeiro. É o que aponta a Análise Mensal da Cesta Básica de Alimentos, realizada em parceria pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), divulgada na última segunda-feira (9).
Apesar dos dados positivos, a capital gaúcha ficou com a quinta cesta básica mais cara do País. O valor é superado por São Paulo (R$ 854,37), onde o conjunto de alimentos é o mais caro do País, seguida por Rio de Janeiro (R$ 817,60), Cuiabá (R$ 810,82) e Florianópolis (R$ 806,33).
Em Porto Alegre, dez dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram diminuição nos preços médios entre janeiro e fevereiro: batata (-10,28%), óleo de soja (-5,62%), banana (-3,43%), manteiga (-3,12%), arroz agulhinha (-2,14%), açúcar refinado (-1,72%), tomate (-1,42%), café em pó (-1,24%), farinha de trigo (-0,72%) e carne bovina de primeira (-0,64%). Outros três produtos apresentaram elevação: feijão preto (5,49%), leite integral (1,78%) e pão francês (0,85%).
Em Porto Alegre, no acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas quedas em oito dos 13 produtos que compõem a cesta básica, com destaque para o arroz agulhinha (-31,50%), feijão preto (-28,95%) e o leite integral (-12,45%). Também tiveram redução de preço a manteiga (-3,80%), açúcar refinado (-3,18%), óleo de soja (-2,35%), farinha de trigo (-1,20%) e banana (-0,78%). Registraram elevação o tomate (48,40%), café em pó (18,29%), pão francês (4,75%), carne bovina de primeira (3,03%) e batata (1,89%).
Entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, foram registradas quedas no preço médio de nove dos 13 produtos que compõem a cesta básica: batata (-20,25%), óleo de soja (-9,71%), banana (-6,80%), arroz agulhinha (-5,30%), café em pó (-3,69%), manteiga (-2,19%), leite integral (-1,72%), açúcar refinado (-1,30%) e farinha de trigo (-0,48%). Os outros quatro itens apresentaram elevação de preço: tomate (25,86%), feijão preto (6,50%), pão francês (1,44%) e carne bovina de primeira (0,71%).
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o comprometimento da renda com a compra da cesta básica caiu para 52,48% em fevereiro, frente a 53,05% em janeiro de 2026 e 54,82% em fevereiro de 2025.
Brasil
A maior elevação ocorreu em Natal (RN), onde o custo médio da cesta variou 3,52%. Em seguida estão João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%) e Vitória (1,79%). Já a maior queda ocorreu em Manaus, que apresentou variação negativa de 2,94%, seguida por Cuiabá (-2,10%) e Brasília (-1,92%).
Quando se considera o acumulado do ano, 25 cidades tiveram alta, enquanto o restante apresentou queda. As maiores elevações ocorreram no Rio de Janeiro (4,41%), Aracaju (4,34%) e Vitória (3,98%). Por outro lado, Florianópolis (-0,47%) e Brasília (-0,30%) foram as capitais que tiveram queda.
Um dos principais responsáveis pelo aumento no preço da cesta no mês passado foi o feijão, que apresentou alta em 26 unidades federativas, com exceção de Boa Vista, onde houve queda de 2,41% no preço do quilo. Em Campo Grande, o quilo do feijão teve uma variação positiva de 22,05%. Segundo os pesquisadores, a alta no preço se deve à oferta restrita, devido às dificuldades de colheita e menor área de produção em relação ao ano passado.
A carne bovina de primeira apresentou alta de preços em 20 cidades, resultado de uma menor disponibilidade de animais prontos para o abate e do bom desempenho das exportações, que mantiveram a carne bovina valorizada. Em fevereiro, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ 852,87, seguida por Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53) e Cuiabá (R$ 793,77). Já nas capitais do Norte e do Nordeste do país, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 562,88), Porto Velho (R$ 601,69), Maceió (R$ 603,92) e Recife (R$ 611,98).
Com base na cesta mais cara do país, que em fevereiro foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o valor vigente no mês passado deveria ser de R$ 7.164,94 ou 4,42 vezes superior ao mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621,00.
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