Quinta-feira, 05 de março de 2026

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Voltar Polícia Federal menciona obesidade clínica e pede mudança no estilo de vida de Bolsonaro

A Polícia Federal mencionou obesidade clínica e recomendou mudanças no estilo de vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em um laudo médico divulgado nesta sexta-feira (6). O documento integra um parecer elaborado por peritos da corporação no âmbito do processo de execução penal do ex-mandatário.

De acordo com o laudo, Bolsonaro apresenta hábitos alimentares considerados inadequados. “Atualmente, o periciado tem uma dieta pobre em frutas, verduras e hortaliças, além de consumir, com frequência, alimentos ultraprocessados e ricos em açúcares refinados, como biscoitos e bolos, além de não haver nenhum fármaco prescrito para o tratamento da obesidade”, aponta o relatório.

Os peritos destacam que, independentemente do risco cardiovascular, a recomendação geral é a adoção de mudanças na rotina com foco na redução de peso e na melhora do estilo de vida. O parecer conclui ainda que o estado de saúde do ex-presidente exige acompanhamento contínuo, mas não impede sua permanência no sistema prisional.

Bolsonaro está detido desde 15 de janeiro no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. No mesmo dia, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a realização de uma nova avaliação médica pela Polícia Federal para analisar a necessidade de eventual prisão domiciliar, estabelecendo prazo de dez dias para a entrega do laudo. Antes disso, o ex-presidente estava custodiado na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

A avaliação clínica foi realizada em 20 de janeiro. Segundo o documento, Bolsonaro necessita de cuidados como monitoramento rigoroso da pressão arterial, hidratação adequada, alimentação fracionada, realização periódica de exames laboratoriais e de imagem, além do uso contínuo de aparelho CPAP para o tratamento da apneia do sono e do ronco.

Os médicos afirmam que todas essas recomendações podem ser atendidas no ambiente prisional e que as comorbidades apresentadas não justificam, neste momento, a transferência para uma unidade hospitalar.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão pela participação na trama golpista relacionada às eleições de 2022.

Na quarta-feira (4), a defesa do ex-presidente informou ao Supremo uma suposta piora recente em seu estado de saúde. Em petição apresentada no processo, os advogados relataram episódios de vômito e crises de soluço consideradas intensas nos últimos dias.

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