Sábado, 07 de março de 2026

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Voltar Polícia Federal apreende mais três celulares no momento da prisão de Daniel Vorcaro

Investigadores da Polícia Federal apreenderam mais três celulares com o banqueiro Daniel Vorcaro no momento da prisão dele em São Paulo, na quarta-feira (4). O dono do Banco Master foi preso em uma nova fase da operação que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras. Os aparelhos estão lacrados e ainda não passaram por perícia.

Com isso, os investigadores do caso Master passam a ter oito celulares de Vorcaro para extração de material. Até agora, tudo o que foi revelado nas investigações diz respeito a apenas um desses aparelhos — e, dele, cerca de 30% do conteúdo foi analisado. Essa informação foi levada aos auxiliares do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso.

Equipes da Polícia Federal e do gabinete do ministro destacadas para a investigação devem se reunir na próxima semana para fazer uma avaliação detalhada do estágio das apurações e definir os próximos passos.

Há o entendimento entre os investigadores de que será necessário pedir reforço de peritos, analistas e técnicos para acelerar a extração e a análise do conteúdo dos celulares do banqueiro.

A prisão ocorreu por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, após análise de mensagens de um dos celulares do empresário, com indícios de ameaças, corrupção e tentativa de interferência em decisões regulatórias.

A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 22 bilhões em bens para ressarcir prejuízos ao sistema financeiro.

Vorcaro está preso na Penitenciária Federal de Brasília – um dos cinco presídios federais de segurança máxima do país. A cela onde cumpre pena tem 6 m², cama de concreto e não tem TV.

A unidade de Brasília foi inaugurada em 2018 e fica ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda e do prédio conhecido como “Papudinha” – onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena desde 15 de janeiro. Políticos e autoridades de alto escalão dos Três Poderes são citados em mensagens de WhatsApp já extraídas pela Polícia Federal (PF) de um dos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro e enviadas à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no INSS.

A defesa de Daniel Vorcaro informou em nota que “solicitou ao Supremo Tribunal Federal a instauração de investigação para apurar a origem dos sucessivos vazamentos de informações sigilosas provenientes dos telefones celulares apreendidos no curso da investigação” (veja a nota na íntegra no final da reportagem).

A lista de citados inclui o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o presidente Lula (PT), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, o deputado Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-governador de São Paulo João Doria.

 

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