Domingo, 23 de junho de 2024

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Voltar Polícia do Reino Unido nega investigação sobre supostos abusos sexuais do príncipe Andrew

A polícia do Reino Unido disse que nenhuma investigação foi aberta sobre a conduta do príncipe Andrew. A informação foi divulgada pelas autoridades depois que um grupo antimonarquia apresentou uma queixa contra o irmão do rei Charles III com base em documentos judiciais revelados recentemente nos Estados Unidos no caso envolvendo Jeffrey Epstein.

Príncipe Andrew estaria “totalmente atormentado” pela possibilidade de ter sua relação com Epstein confirmada, segundo o DailyMail. O magnata era envolvido em uma rede de abuso e exploração sexual de menores de idade. Entre os documentos, está uma acusação contra Andrew por supostamente apalpar uma mulher, o que ele nega.

O Republic, grupo que defende a eleição de um chefe de estado britânico, disse em comunicado na quinta-feira que havia acabado de “denunciar Andrew à polícia”.

O líder da oposição trabalhista, Keir Starmer – ex-procurador-chefe do estado – também disse na sexta-feira que a polícia deveria “analisar” as novas alegações.

Mas a Polícia Metropolitana disse que “nenhuma investigação foi iniciada”. “Estamos cientes da divulgação de documentos judiciais em relação a Jeffrey Epstein”, afirmou a polícia, em comunicado.

Uma juíza federal de Nova York ordenou que dezenas de nomes envolvidos com Epstein fossem tornados públicos em janeiro. A ordem faz parte do processo movido por Virginia Roberts Giuffre, que alega ter sido vítima de abuso sexual pelo milionário e a esposa, Ghislaine Maxwell, condenada a 20 anos de prisão em junho do ano passado.

Uma fonte do Daily Mail afirmou que o príncipe está ‘fora de si’. “Todos próximos a ele estão preocupados com seu bem-estar mental. Ele está perdido, totalmente atormentado. Ele está enfrentando seu segundo Natal sem a mãe e agora o Ano Novo vai começar com seu nome sendo difamado novamente.”

Andrew já passou por acusações de abuso sexual em 2019, quando o primeiro conjunto de documentos associados à Epstein foi divulgado. Na época, Virginia Roberts alegou que foi forçada a fazer sexo com Andrew quando tinha 17 anos. Em entrevista à BBC no mesmo ano, o duque de York tentou se explicar, mas não conseguiu convencer a opinião pública de sua inocência.

Menos de 48 horas depois da divulgação dos documentos, Epstein foi encontrado morto em uma prisão de Nova Iorque enquanto aguardava julgamento por acusações de abuso sexual de dezenas de adolescentes. Os registros forneceram detalhes perturbadores sobre como ele atraiu dezenas de garotas adolescentes para a prostituição, pagando-lhes por massagens eróticas quando estava em suas mansões em Manhattan e Palm Beach, na Flórida.

De acordo com o Daily Mail, os novos documentos devem revelar nomes de banqueiros de Wall Street, líderes empresariais, políticos e acadêmicos de renome. A juíza deu aos mencionados nos documentos 14 dias para se oporem formalmente à divulgação de nomes.

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