Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Voltar Pesquisadores brasileiros criam método de detecção precoce do câncer de mama

Brasileiros criaram um biossensor eletroquímico para detecção precoce de um tipo específico de câncer de mama. O aparelho foi desenvolvido pelo Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica (ISI-EQ) com a BMR Medical. O projeto pode dar nova luz ao diagnóstico e ao tratamento da doença. “O biossensor eletroquímico permitirá o aumento de sobrevida e até a cura do paciente, uma vez que, quando diagnosticado em estágios iniciais, o câncer de mama pode ser curado”, explica Camila Rizzardi Peverari, pesquisadora do ISI-EQ.

A taxa de mortalidade pode ser reduzida em até 25% com o diagnóstico precoce, mas infelizmente depender de filas em hospitais públicos para consultas e exames pode impactar no tempo de espera para tomada de decisão e, consequentemente, na escolha das terapias a serem iniciadas.

Por isso, o biossensor eletroquímico desenvolvido pelo ISI-EQ e pela BMR Medical tem um enorme potencial para a área de saúde: utilizando biópsia líquida (pequena alíquota de sangue), consegue detectar concentrações muito baixas do HER2, biomarcador que identifica um tipo de câncer que tende a crescer e se disseminar mais rapidamente do que outros tipos desse câncer. A tecnologia possibilita um procedimento menos invasivo, mais rápido e mais acessível.

Tecnologia acessível

Portabilidade, custo mais baixo, agilidade e fácil manuseio por profissionais de saúde são características do biossensor. O projeto do biossensor eletroquímico para detecção de câncer de mama busca, acima de tudo, tornar a tecnologia viável para o mercado, auxiliando na tomada de decisão de médicos e levando inovação para as indústrias. No caso da BMR, que já atua na área de saúde, a execução desse projeto dá força ao negócio: “Nos dedicamos às oportunidades de desenvolver inovações com o potencial de facilitar o diagnóstico precoce. É uma grande satisfação, para nós, fazer parte desta pesquisa, que traz uma possibilidade real de tornar precoce – e acessível i o diagnóstico do câncer de mama”, complementa o CEO, Rafael Martinelli.

Ao longo de 15 meses, os cinco pesquisadores do ISI-EQ responsáveis pelo projeto contaram com a infraestrutura que o Sistema Fiep e o Senai no Paraná disponibilizam para a área de inovação. O ISI-EQ tem uma área de Smart Biosensors, com capital intelectual qualificado e experiência em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação para diagnósticos de doenças como o câncer.

Voltar

Compartilhe esta notícia:

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Bom Dia Caiçara