Domingo, 22 de maio de 2022

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Voltar Paxlovid: Ministério da Saúde incorpora primeiro medicamento para casos leves de covid

O Ministério da Saúde anunciou recentemente a incorporação do medicamento Paxlovid, composto pelos antivirais nirmatrelvir e ritonavir, para casos leves de covid. Esse é o primeiro tratamento incluído no Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com quadro leves a moderados da covid. Ele tem o objetivo de prevenir internações, complicações e mortes.

Em 30 de março, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial do Paxlovid. Após a publicação da incorporação no Diário Oficial, na sexta-feira, o Ministério tem 180 dias para disponibilizar o tratamento na rede pública.

Com potencial para redução da evolução da doença para quadros graves, o medicamento será ofertado para pacientes adultos imunocomprometidos ou com idade igual ou superior a 65 anos.

O tratamento só poderá ser utilizado em caso de teste positivo para doença e em até cinco dias após início dos sintomas.

Em abril, o Ministério da Saúde incorporou o medicamento baricitinibe para casos graves da covid. Ele também foi recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e já tinha registro no Brasil para o tratamento de artrite reumatoide e dermatite atópica.

Como funciona

O Paxlovid consiste em dois medicamentos antivirais em conjunto: o nirmatrelvir e o ritonavir. Essa associação deve ser administrada por via oral e é indicada para pacientes com Covid-19 leve à moderada, não hospitalizados, que apresentam elevado risco de complicações e sem necessidade de uso de oxigênio suplementar.

O nirmatrelvir impede que o vírus se prolifere, tendo, assim, uma potente atividade contra o vírus da Covid-19 e outros coronavírus. Já o ritonavir inibe a ação de uma enzima que degrada o nirmatrelvir. Com isso, colabora para que o nirmatrelvir fique por mais tempo disponível na corrente sanguínea, o que potencializa a sua ação.

O nirmatrelvir é um novo remédio desenvolvido pela Pfizer-BioNTech, enquanto o ritonavir é uma droga que já era usada no tratamento do HIV/AIDS.

Recomendações

A FDA, agência reguladora de medicamentos dos EUA, aprovou em 22 de dezembro o uso emergencial da pílula da Pfizer. Já a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos para a Saúde do Reino Unido (MHRA, na sigla em inglês) aprovou o Paxlovid em 31 de dezembro.

Na União Europeia, o Paxlovid está autorizado para ser comercializado desde o dia 27 de janeiro. A Agência Europeia de Medicamentos concluiu que os benefícios do medicamento são superiores aos seus riscos. O Paxlovid recebeu uma autorização condicional da agência regulatória europeia, sendo assim a Pfizer enviará ainda mais dados para corroborar a eficácia da droga.

Dados iniciais sugerem que Paxlovid é eficaz contra a variante ômicron. Três estudos divulgados pela Pfizer indicam que o medicamento mantém sua atividade antiviral contra variantes do coronavírus, incluindo a ômicron.

Para Kawano Dourado, de fato, não é esperado que antivirais como esse da Pfizer percam sua eficácia frente a variantes do coronavírus devido ao mecanismo de ação dessas drogas, o que não acontece com os tratamentos monoclonais, vários perderam eficácia frente a ômicron.

“É preciso entender que a covid é um alvo em movimento e se a pessoa fica esperando a certeza absoluta (e não a suficiente apenas para a tomada de decisão) o que acontece é que se perde a oportunidade de se beneficiar de tratamentos”, ressalta a especialista.

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