Sábado, 21 de março de 2026

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Voltar Partido Progressistas prioriza derrubar veto de Lula no Congresso mesmo mantendo espaço na Esplanada

O Partido Progressistas definiu como uma das primeiras pautas para o retorno dos trabalhos no Congresso Nacional a mobilização para derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a um projeto de regularização fundiária na faixa de fronteira, tema que deve mobilizar a bancada da legenda que ainda tem filiados em cargos estratégicos no governo federal.

A posição foi reafirmada pela senadora Tereza Cristina, que classificou a decisão do governo como injusta e prejudicial a milhares de pequenos produtores rurais em todo o país, argumentando que o veto ignora um acordo construído no Parlamento com ampla maioria.

“Trata-se de uma medida irracional, que cria insegurança e trava o desenvolvimento do campo”, disse a parlamentar. “Já vencemos essa luta no Legislativo ao aprovar a proposta, e vamos vencer novamente ao derrubar o veto. Não abriremos mão da defesa da segurança jurídica e do direito de quem vive do trabalho no campo”.

Segundo a senadora, a regularização fundiária na faixa de fronteira é tratada pela bancada como essencial para garantir prosperidade, acesso a crédito e estabilidade para produtores rurais, com forte apelo em várias bases eleitorais do agronegócio e do interior.

O anúncio do PP acontece em meio a um cenário político de maior distanciamento entre o partido e o governo Lula, mesmo com a sigla ainda mantendo quadros em posições de protagonismo no Executivo.

Em setembro de 2025, a federação formada pelo Progressistas e pelo União Brasil oficializou sua saída da base aliada no Congresso Nacional. A determinação interna, divulgada em nota pelos presidentes das duas legendas, senador Ciro Nogueira (PP-PI) e Antônio Rueda (União Brasil), exigiu que todos os filiados com mandatos renunciassem aos cargos que ocupam no Executivo federal, incluindo ministérios, num prazo definido pelos dirigentes.

A orientação foi justificada pelos líderes como um gesto de coerência política diante de divergências com a condução do governo, em um momento em que a federação busca se distanciar programaticamente do Partido dos Trabalhadores e se reposicionar no espectro político à direita.

No entanto, a execução desse desembarque tem sido parcial. Apesar do anúncio formal, o PP ainda conta com o deputado federal licenciado e ministro do Esporte, André Fufuca, no primeiro escalão do governo. Fufuca decidiu permanecer na Esplanada mesmo após a orientação partidária, o que levou a sigla a afastá-lo de funções executivas dentro do partido, como a vice-presidência nacional e o comando do diretório no Maranhão, mas ele não deixou a legenda nem entregou a pasta ministerial. (Com informações de O Globo)

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