Quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Voltar Pandemia aumenta o risco de diabetes em crianças e adolescentes

As restrições impostas pelo isolamento social durante a pandemia de coronavírus impossibilitou, entre muitas outras coisas, a prática de atividade física. Um estudo conduzido pelo Centro de Pesquisa Biomédica Pennigton, na Louisiana, Estados Unidos, foi além e avaliou que a quarentena foi um estimulante para a prática sedentária em crianças e adolescentes, o que desencadeou distúrbios do sono e aumento do consumo de alimentos processados, resultando no crescimento da diabetes tipo dois nessa faixa etária.

Os cientistas se basearam em uma revisão retrospectiva de um prontuário de admissões por diabetes em um hospital infantil. Eles analisaram as crianças que deram entrada entre março e dezembro de 2019 e compararam com o mesmo período no ano seguinte.

O estudo demonstrou que houve uma maior incidência de crianças no ano do início da pandemia do que no período anterior. Em 2019, por exemplo, a taxa de hospitalização por diabetes 2 foi de 0,27%, ou seja, oito casos de cerca de 3 mil hospitalizações. Em 2020, o número saltou para 17 casos — 0,62%.

Vale lembrar que a obesidade infantil é uma das principais causas no desenvolvimento de diabetes. Manter uma alimentação saudável, rica em nutrientes, vitaminas, furtas e legumes é essencial, aliado sempre com uma rápida procura a um profissional que pode dar um diagnóstico preciso para melhorar a saúde da criança.

Número recentes do Atlas do Diabetes, divulgado pela Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês) no início de 2022, apontam que na última década houve um aumento de 26,6% no número de pacientes diabéticos no Brasil. O relatório diz ainda que há cerca de 1,2 milhão de crianças e adolescentes vivendo com diabetes

Com o avanço da vacinação contra a covid, as atividades ao ar livre em parques e escolas foram retomadas, porém, mesmo em casa, é sempre recomendável se exercitar e ter uma alimentação saudável.

Sintoma inédito

Desde 2020, a covid tem provocado sinais diferentes no corpo devido ao surgimento de novas variantes de preocupação e por grande parte da população mundial estar com algum nível de imunidade para o vírus, seja pelas vacinas, seja por infecção prévia.

Depois das tradicionais perda de olfato e de paladar, hoje as queixas mais comuns envolvem nariz escorrendo, tosse persistente e garganta arranhando, segundo monitoramento do Reino Unido. Porém, ao passo que a subvariante da ômicron BA.5 torna-se predominante no planeta, cientistas acompanham se há também novas reclamações – e uma delas chamou atenção de um importante imunologista da Universidade de Trinity, na Irlanda: os suores durante a noite.

“Um sintoma extra para BA.5 que vi esta manhã são os suores noturnos. A doença é um pouco diferente porque o vírus mudou. Existe alguma imunidade a isso, com as células T (de defesa) e assim por diante. E essa mistura de seu sistema imunológico e o vírus sendo ligeiramente diferente pode dar origem a uma doença também diferente com, estranhamente, suores noturnos sendo uma característica”, contou o imunologista Luke O’Neill à rádio irlandesa NewsTalk.

A BA.5, assim como uma versão semelhante chamada de BA.4, tem se tornado rapidamente a principal responsável por novos casos de covid nos países em que foi detectada. No último dia 14, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS), alertou que a subvariante deve se tornar predominante nas Américas em semanas.

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