Sexta-feira, 27 de maio de 2022

Sexta-feira, 27 de maio de 2022

Voltar Países do G20 concordam em estabelecer um fundo global para enfrentamento de pandemias

Países do G20 concordaram preliminarmente em estabelecer um fundo global de prontidão para pandemias, que deve ser abrigado no Banco Mundial.

Estados Unidos e Indonésia têm pressionado por um fundo como esse para ajudar o mundo a se preparar melhor para lidar com futuras pandemias, mas outros países temem que o fundo possa enfraquecer a Organização Mundial de Saúde (OMS) e outros mecanismos sanitários globais.

No entanto, um comunicado emitido pela Indonésia, que está presidindo o G20, após reuniões de ministros financeiros em Washington esta semana, confirmou que o G20 “chegou a um consenso” para estabelecer um novo fundo para lidar com o que chamou de descompasso de financiamento para prontidão, prevenção e ação em pandemias.

O texto diz que a opção mais eficiente seria um fundo financeiro intermediário abrigado no Banco Mundial, e o objetivo é finalizar detalhes até a reunião dos ministros da Saúde do G20 em junho.

A OMS e o Banco Mundial estimaram no começo desta semana que o descompasso anual em financiamento de prontidão a pandemias é de 10,5 bilhões de dólares, e qualquer fundo de prontidão precisaria ser financiado por cinco anos, o que sugere um pedido por 50 bilhões de dólares.
No entanto, o G20 não deu detalhes sobre o tamanho do novo fundo ou sobre o papel da OMS nele.

Putin

A Indonésia, anfitriã do G20, afirmou nesta quinta-feira (21) que a Rússia ainda é um dos convidados para a reunião da cúpula em 15 e 16 de novembro em Bali. Os convites a todos os chefes de Estado para a reunião foram enviados meses atrás. Segundo Sri Mulyani, ministro das Finanças da Indonésia, a decisão não será revertida.

“Convidar um chefe de Estado não pode ser como ‘ah, amanhã teremos um G20 então nós podemos enviar o convite [agora]’. Enviamos convites naquela época, e isso já foi enviado. Agora, todos os países do G20 receberam o convite”, argumentou Mulyani.

Na última quarta (20), ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais de vários países saíram de uma reunião do G20, em Washington, quando o ministro das Finanças russo, Anton Siluanov, começou a se pronunciar virtualmente. As autoridades estavam reunidas “para discutir o impacto do conflito na Ucrânia sobre as condições econômicas globais”.

No começo desta semana, o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, afirmou que o Brasil defende a presença do presidente russo, Vladimir Putin, na reunião de cúpula do G20. Para ele, a exclusão da Rússia funcionaria como uma “censura” e não ajudaria no fim da guerra na Ucrânia.

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