Quinta-feira, 25 de junho de 2026

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Voltar O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, renuncia ao cargo

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou, na manhã desta segunda-feira (22), que deixará o cargo após sofrer forte pressão política nos últimos meses. Ele permanecerá exercendo a função até que o Partido Trabalhista escolha um novo líder.

Como a legenda tem maioria absoluta na Câmara dos Comuns, quem vencer uma disputa interna assumirá o cargo e deve tomar posse após o recesso de verão do Parlamento, que retomará as atividades no início de setembro.

Starmer disse que conversou com o rei Charles e que deseja uma transição de poder tranquila.

Menos de dois anos depois de ter conquistado uma vitória eleitoral esmagadora que prometia acabar com o caos na política britânica, Starmer afirmou que estava claro que o seu partido queria a sua saída.

Em seu discurso, disse que as indicações para substituí-lo serão abertas em 9 de julho. “A pergunta que meu partido está fazendo agora é se sou a pessoa mais indicada para nos liderar nas próximas eleições gerais. Ouvi a resposta do meu grupo parlamentar a essa pergunta e a aceito de bom grado”, afirmou ele.

“Todas as decisões que tomei foram para colocar o país que amo em primeiro lugar. É por isso que vou renunciar como líder do Partido Trabalhista”, declarou Starmer, com a voz embargada, em frente à residência oficial do primeiro-ministro, em Londres.

A pressão contra Starmer vinha aumentando há meses e se intensificou ainda mais nos últimos dias, depois que Andy Burnham, o principal rival trabalhista de Starmer, conquistou uma cadeira no Parlamento britânico, abrindo caminho para um desafio à liderança do pressionado primeiro-ministro.

A vitória reacendeu a esperança entre parlamentares trabalhistas de que Burnham, conhecido por suas habilidades de comunicação, possa revitalizar o partido, que perdeu apoio sob a liderança de Starmer.

Nos últimos meses, a relação de histórica de proximidade entre os Estados Unidos e o Reino Unido se deteriorou. O primeiro-ministro britânico não apoiou de forma entusiasmada a causa da guerra no Irã e demorou para autorizar o uso de bases britânicas pelos Estados Unidos, o que irritou o presidente americano Donald Trump.

 

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