Domingo, 23 de junho de 2024

Domingo, 23 de junho de 2024

Voltar O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, aos poucos vai abandonando o “purismo liberal” do partido Novo

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, aos poucos vai abandonando o “purismo liberal” do partido Novo. Antes radicalmente contrário ao aumento de impostos, o único governador da legenda enviou à Assembleia Legislativa um projeto de lei que torna permanente o aumento de 25% para 27% do ICMS cobrado sobre uma série de produtos considerados supérfluos – de cerveja a ração de pets, de celular a armas encerrado desde dezembro. A matéria está em plenário.

Mas esse não é o primeiro gesto na contramão de princípios basilares do liberalismo defendido pelo Novo. A sigla tem manifesto afirmando que a melhor política social é o corte de gastos e de impostos. A justificativa da taxação maior é financiar o Fundo de Erradicação da Miséria.

Em julho, Zema também sancionou uma lei que beneficia locadoras de automóveis, reduzindo o IPVA em caso de revenda de veículos. A sigla também costuma criticar subsídios.

Além disso, Zema foi o fiador de uma alteração na doutrina original do Novo, que passou a autorizar o uso do fundo partidário. Quando o partido foi criado, a utilização da verba pública era vetada por filiados à legenda. Mas, para Zema, não utilizar o fundo partidário é “como ir à guerra dizendo que não vai usar pólvora, só faca e espada”.

O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, nega que Zema e o partido estejam abandonando seus princípios fundadores. “Esses subsídios e impostos já existiam antes de o governador assumir. Infelizmente, a situação fiscal deixada pelo PT em Minas Gerais ainda impede que façamos a redução de impostos que gostaríamos”, diz.

Críticas

Uma semana após ter pautado a Assembleia de Minas com um projeto de lei que prevê o aumento de imposto para itens “supérfluos”, o Zema afirmou que a economia do País “estaria melhor” com o ex-presidente Bolsonaro ao criticar o presidente Lula (PT) por uma proposta de maior taxação.

“Em termos de economia, eu diria que nós teríamos caminhado num sentido melhor (se Bolsonaro fosse reeleito), já que não estaria se falando em aumentar impostos como esse governo está falando. Estão falando que vão aumentar impostos dos ricos, tudo bem! Só que na hora que você aumenta imposto de quem investe, de quem gera emprego, quem acaba às vezes pagando uma conta é aquele que depende desses empregos, o assalariado”, disse Zema em entrevista ao jornal “O Estado de Minas”.

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